Viaduto da Via Expressa e a obra da Mafisa
A ótima notícia que as obras do viaduto da Via Expressa começam em abril contracena com a demora insuportável para a conclusão do trevo da Mafisa, que ainda como a Expressa em 2008, será inaugurada sem estar 100% completa (faltará o acesso novo ao bairro Itoupavazinha). Os dois viadutos têm o mesmo objetivo: facilitar a ligação da maior parte da cidade com as Itoupavas, a região que mais cresce em Blumenau.
Mas algo me chama a atenção. Pegamos o exemplo dos moradores da Itoupava Central que trabalham no Centro. Quando este volta para casa, ele terá duas opções:
1 – Ir pela Itoupava Norte: Rua São Paulo/2 de Setembro/Parada 1/Viaduto da Mafisa/Dr. Pedro Zimmermann
2 – Ir pela Fortaleza: Via Expressa/Novo Viaduto/BR-470/Dr. Pedro Zimmermann
Obviamente que a segunda opção é a mais rápida e melhor, porém, ele terá que passar pela BR-470 e por baixo do Viaduto da Mafisa, pegando o mesmo trânsito da rodovia que ele tem hoje. Na volta é tranquilo, mas no sentido Bairro-Centro, o motorista terá que atravessar a BR-470 na Mafisa do mesmo jeito.
O viaduto da Mafisa é importante? Sim, mas não vai tirar todo o trânsito LOCAL da BR-470, por causa das vantagens da Via Expressa. Eis então, a ideia maluca: NAO SERIA POSSÍVEL FAZER UMA CONTINUAÇÃO DA VIA EXPRESSA, TALVEZ DE MÃO UNICA MESMO, DO VIADUTO ATÉ A RUA PRIMEIRO DE JANEIRO NO FIDÉLIS?
Dentro desta proposta maluca, o motorista não precisaria trafegar na BR-470. Ou passa por cima no Viaduto da Mafisa, ou passa por cima no Viaduto da Expressa, indo direto pelo Fidélis. Blumenau precisa estar mais integrada com as Itoupavas e não devemos colocar o nosso trânsito em cima da rodovia, que possui outras finalidades.
O governo do Estado quer ligar a Via Expressa com a Vila Itoupava, criando uma nova SC-474. Mais isso é para um futuro distante. Por isso, a sugestão interna no Fidélis.
Eleições 2010: Café puro, sem leite
O mês de março promete nas pré-eleições presidenciais. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), terá deixar o cargo se for mesmo candidato a presidente. Caso contrário, pode continuar no Palácio dos Bandeirantes para disputar a reeleição.
A dúvida entre os tucanos é quem será o vice de Serra. A escolha é importantíssima, já que a ministra Dilma Rousseff encostou nas pesquisas e pelo cenário, tende a passar na frente nos próximos meeses. Os defensores da candidatura tucana querem uma chapa puro sangue, com Aécio Neves de vice. Alguns dizem que ele vai aceitar até o final de junho, mas eu tenho dúvidas até, se o governador mineiro vai ajudar o paulista na campanha, mesmo fora da chapa.
O editorial do Estado de Minas, defensor ferrenho de Aécio, é um recado claro dos mineiros ao PSDB paulista: Vice não! Uma das maiores comunidades pró Aécio no Orkut tem link nas relacionadas para uma comunidade anti-Serra e outra pró-Ciro, ou seja, os mineiros ainda estão putos com a pressão paulista que tirou o governador deles da disputa.
Se Serra ganhar, será candidato natural a reeleição em 2014. Aécio só teria chances de disputar a presidência em 2018. Uma derrota do governador de SP para Dilma Rousseff derrotaria também o tucanato paulista, e a oposição cairia no colo do então senador Aécio Neves.
O que ganha Aécio Neves apoiando Serra? Este ano teremos café puro, sem leite.
Tarifa de ônibus – vereadores não podem fazer nada
Está no Tribunal de Justiça o aumento das passagem de ônibus em Blumenau. O poder judiciário em primeira instância deu ganho de causa para as entidades que pediram a anulação do reajuste, mas o Consórcio Siga recorreu em segunda instância, para colocar novamente, os ônibus em R$ 2,55.
A lei municipal que rege o transporte coletivo, aprovada em 2007, fiz que o preço da tarifa deve incentivar o transporte coletivo sobre o individual, isto é, a passagem deve ser mais barata para a população do que ir de carro, o que não acontece hoje para a maoiria dos usuários na cidade.
No entanto, acho difícil que o preço da passagem continue em R$ 2,30. Isto porque a lei também afirma que o valor da tarifa é de exclusividade do poder executivo, isto é, o prefeito muda por decreto e a Câmara de Vereadores não pode fazer nada para mudar.
O vereador Napoleão Bernardes (PSDB) confirma que o Legislativo pouco pode fazer no caso da tarifa e atenta para outro projeto que trâmita na Câmara, que regulamenta a área azul. Segundo ele, o texto original previa que o preço do estacionamento seria reajustado pelo prefeito através de decreto. “Apresentei uma emenda que limita este aumento anual até o valor da inflação no município”, afirma.
Viaduto da Mafisa pronto? Para que?
Reza a lenda que o Trevo da Mafisa ficará pronto este mês. O Controversas & Pitorescas duvida que o novo prazo seja cumprido, devido ao histórico da obra. Porém, há um detalhe que pouca gente percebeu: se o novo trevo fosse aberto hoje, não serviria para quase nada.
O viaduto liga a Itoupava Central com o primeiro trecho da Rua Doutor Pedro Zimmermann, na região da Uniasselvi. A intenção é evitar o trânsito local na BR-470, passando por cima da rodovia. Porém, O TRÂNSITO PRÓXIMO AO CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁ INTERDITADO, POR CONTA DE UM BURACO ABERTO NA RUA COM AS CHUVAS.
Se a obra tivesse pronta, os motoristas que vem do Centro em direção às Itoupavas não usariam o viaduto, pois esses precisam usar a Rua Ari Barroso e a BR-470 para chegar na Itoupava Central, passando por baixo no trevo. O mesmo ocorre no sentido inverno.
Com o buraco aberto na Pedro Zimmermann, apenas os estudantes da Uniasselvi que moram (ou trabalham) nas Itoupavas utilizariam o viaduto. Para os demais não vale a pena, graças ao bucarão.
A população é tratada como otária em uma obra que já dura mais de três anos. E quando ficar pronta, corre o risco de ser pouco utilizada, devido a outro problema. Só mesmo em Blumenau…
Silenciaram as críticas
A Rádio Blumenau já teve vários donos ao longo dos últimos anos, é verdade. Mas a última mudança terá reflexos diretos na sociedade. Sob as mãos de Marcos Gelain, a rádio teve um posicionamento bastante crítico nos dois anos que atuou. A Blumenau não amaciava para cima da Prefeitura, e fazia críticas pesadas a atual administração.
O programa Tribuna do Povo, apresentado por Armindo Vogue entre 11h e 13h, era quase uma porta voz do jornalismo crítico na imprensa blumenauense, que pouco gosta de discutir a política da nossa cidade. Pois bem, a Rádio Blumenau foi vendida para a Igreja Católica e a primeira medida dos novos donos foi tirar Vogue do ar.
Criticar os absurdos que acontece em Blumenau está cada vez mais difícil…
Arte & Política
A discussão entre arte e política e o papel das entidades representativas de artistas entrou na pauta de Blumenau durante o mês de feveiro (para aqueles que se interessam por arte, claro). Tudo porque o escritor e colunista do Santa, Maicon Tenfen, escreveu um artigo falando da relação entre escritores famosos e ditadores ao longo do século XX. No final do texto, Tenfen aponta um caso local, acusando a SEB (Sociedade de Escritores de Blumenau) de bajular políticos. O escritor termina afirmando que não pode chamar os nossos políticos de ditadores, tampouco a SEB de escritores.
O artigo gerou revolta dentro da SEB, que se manifestou publicamente através de duas ex-presidentes: Terezinha Manzack e Fátima Venutti. Ambas acusaram Tenfen de arrogante, que só teria esnobado a entidade. O colunista do Santa replicou no seu blog, acusando a SEB tentar censurá-lo na Furb em 2007.
O Controversas conversou com Maicon Tenfen e Terezinha Manczak sobre o assunto. No próximo post, as opiniões do editor do blog e de Fábio Ricardo, colaborador do Controversas e membro da SEB.
Controversas & Pitorescas – O colunista do Santa, Maicon Tenfen, acusa a SEB de bajular políticos da região. Qual a relação entre a entidade e a política partidária da região?
Terezinha Manczak – Nenhuma relação. A SEB, como toda ONG, tem que ser apolítica. Prima-se pela seriedade no cumprimento dos Estatutos. Assim como não se discrimina ninguém pelo sexo, cor, credo ou corrente literária, a Sociedade também não se manifesta em favor de um ou de outro partido. A SEB sempre foi a favor de políticas culturais, quanto a políticas partidárias, exerce a neutralidade.
CP – Alguma vez a SEB já particiou de eventos políticos na região?
TM – Não. Nunca. No entanto, não se pode coibir que associados da SEB, isoladamente, participem de eventos políticos ou concorram a cargos eletivos. Mas a SEB, como corpo institucional, posso te afirmar que nunca participou de eventos políticos.
CP – O colunista do Santa disse que não dá para chamar os membros da SEB de escritores. Qual o conceito de escritor para a entidade?
TM - A denominação “Escritor” na sua interpretação mais simples, significa “ autor de obras”. O conceito de “escritor” para a SEB é bastante abrangente. Quando a SEB foi fundada nós enfrentamos essa dificuldade. Como chamar a Sociedade de “ Associação dos poetas, cronistas, contistas, romancistas,colunistas, articulistas, jornalistas e…o que mais”?
Registrar a SEB em cartório como Associação dos Escritores de Blumenau, foi uma questão de semântica. Escritor para a SEB significa “praticante da arte de escrever em prosa ou verso”.
CP – Maicon afirma que as desavenças com a sociedade são por questões ÉTICAS e não ESTÉTICAS. Já houve algum outro conflito com o professor da Furb?
TM - Se houve conflito ou desavenças com associados da SEB no passado, foi pelo mesmo motivo que ocorreu agora. A SEB foi atacada em sua coluna e alguns integrantes da SEB reagiram respondendo às suas críticas. E, se isso lhe trouxe algum problema pessoal, ele deveria resolver diretamente com as pessoas envolvidas. Ou então, enviando uma carta à Diretoria da SEB, por exemplo. Continuar atacando a SEB publicamente, através de colunas cíclicas, não vai resolver o seu problema.
CP – Qual a opinião da SEB sobre a Academia Blumenauense de Letras. Por que temos duas entidades separadas para a mesma classe na cidade?
TM - Não posso falar em nome da SEB. Minhas respostas são pessoais, baseadas nos Estatutos e na minha vivência durante esta primeira década de vida da Sociedade. Sei que cada entidade desempenha o seu papel e ambas se respeitam. Atualmente, inúmeros autores da SEB pertencem à Academia. Eu mesma já fui convidada mais de uma vez.
A Academia de Letras Blumenauense e a Sociedade Escritores de Blumenau foram criadas com finalidades diferentes. A principal finalidade da SEB é “Promover, incrementar e fomentar a prática e a divulgação da literatura”. Para filiar-se, basta o candidato entrar no site www.seblumenau.org e preencher a ficha de cadastro. Mandar três textos para análise, e se for aprovado, passa a fazer parte da Sociedade.
Todos são convidados a entrar no site para conhecer melhor o histórico e as atividades da SEB. São dez anos de “Uma história de amor e literatura”.
CP – Quais os critérios para o ingresso na SEB? É preciso ser mesmo um escritor para participar?
TM – A resposta encontra-se no CAPÍTULO III dos Estatutos da SEB: Artigo 5º – Poderá associar-se à Entidade, toda pessoa que atue na atividade literária, desde que se inscreva através de proposta preenchida e enviada à diretoria e que seu trabalho apresentado seja avaliado pelo Conselho Editorial da entidade, indicado para esse fim.
Mesmo assim, nunca ninguém foi discriminado por ser principiante. A SEB foi criada justamente para os autores que desejam conviver e partilhar desse universo de leitura e escrita, ganhando a força que advém da união de uma sociedade organizada. E para quem se propõe a aprimorar o seu texto, seja em prosa ou verso, são oferecidos debates, cursos e oficinas de produção literária.
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Controversas & Pitorescas – Além de fotos da diretoria da SEB bajulando políticos, existem outros indícios de politicagem nesta sociedade?
Maicon Tenfen – Sim. Mas essa afirmativa requer uma explicação parcimoniosa. O objetivo das agremiações de artistas é reunir forças para influenciar as políticas de difusão da cultura. Isso não é mau, pelo contrário. O problema, no caso da SEB, é que a aproximação do setor político normalmente se dá de maneira subserviente e perniciosa. No fim das contas, você tem o favorecimento de alguns escritores (membros do grupo) e a exclusão dos que não compartilham das mesmas ideias ou não participam das reuniões. Isso, entretanto, não pode ser visto a olho nu, por toda a sociedade.
Só as pessoas muito ligadas ao setor cultural conseguem perceber o que está acontecendo. De qualquer forma, o e-mail enviado pela SEB ao reitor da FURB, pedindo a minha censura, é prova suficiente de que a instituição não representa o que deveria representar.
CP – É possível criar uma entidade representativa de classe sem uma aproximação política?
MT - Não. Como afirmei acima, o objetivo de toda instituição de classe, ao fim e ao cabo, é ter uma representatividade política maior. O problema é como se dá essa aproximação. É isso que eu gostaria de discutir.
CP – Na opinião do escritor, qual deve ser o papel de uma academia de letras local? No que ela pode contribuir com a cultura da cidade?
MT -Essencialmente, a meu ver, em programas de difusão do livro e da leitura. Qual o papel da SEB nisso? Pergunto mais: qual o papel da Fundação Cultural de Blumenau? Qual o papel da Secretaria de Educação? Houve muitos projetos de aproximação com a escola e com os jovens, mas nenhum teve continuidade. Precisamos avançar nisso. Avançar como? Pra começar, poderíamos parar de solicitar às autoridades o cerceamente das ideias dos colegas.
CP – A presença de pessoas como José Sarney na ABL e Fernando Collor (que nunca escreveu um livro) na Academia de Alagoas podem ser vistas como um retrato das sociedade artísticas no país?
MT – Esse é o lado nefasto das academias. Não precisamos falar do Sarney ou do Collor. A Academia de Letras de Blumenau, há algum tempo, “imortalizou” o Sr. Luiz Henrique da Silveira, um governador em exercício. Além de transformar a atividade literária em “coluna social”, tal atitude coloca a arte abaixo da política. A meu ver, isso jamais poderia acontecer. Todos perdemos, inclusive a ALB, que, se já não tinha muito crédito na praça, “pagou um mico” desnecessário.
CP – Até que ponto, o posicionamento político de um artista pode influencia-lo negativamente na carreira?
MT - Uma coisa é a posição política, que todos temos, querendo ou não. Outra é a atividade artística. É óbvio que essas duas esferas se comunicam, mas repito aqui o que escrevi na minha crônica “Ditadores e Escritores” (Santa, 19/02): “a literatura é política, não se pode negar, mas não deve ser ‘da’ política ou ‘para a’ política.”
CP – Ao escrever a coluna no Santa, você já sabia qual seria a reação da SEB?
MT - Sim. Já esperava os ataques pessoais de sempre, porque, até hoje, nunca consegui discutir seriamente com a SEB. Dessa vez, porém, algo interessante aconteceu. Alguns membros mais conscientes, que não sabiam da arbitrariedade ocorrida em 2007 (falo do e-mail enviado à Reitoria da FURB), fizeram contato com o intuito de esclarecer a questão.
Sugiro uma retratação pública, não a mim, já que não fui afetado pelo pedido de censura e “cassação”, mas à própria FURB. A simples existência do e-mail e a crença que medidas coercitivas seriam tomadas demonstram o desrespeito da SEB – ou da diretoria daquele momento – a uma das Universidades mais importantes de Santa Catarina.
Legislação proíbe extinção da vaga de cobrador
Após a derrota na Justiça, com a liminar baixada ontem, e com os protestos e críticas por toda a cidade, surgiu dentro do governo uma tal “alternativa” para baixar o valor da passagem de ônibus: a extinção da vaga de cobrador.
A ideia foi divulgada pelo vereador Fábio Fiedler na internet e comentada pelo colunista e editor do Santa, Fabrício Cardoso. A lógica é: sem os 400 cobradores, a passagem poderia cair para R$ 2,15.
No entanto, poucos sabem que a LEGISLAÇÃO MUNICIPAL PROÍBE A EXTINÇÃO DESSAS VAGAS. A lei 6395/2003 foi uma ideia do vereador Vanderlei de Oliveira (PT) e foi aprovada quando as empresas que hoje compõe o Siga começaram a pensar na bilhetagem eletrônica. Detalhe: o atual presidente do Siga, Humberto Sackl, era vereador pelo PDT e acabou assinando como o AUTOR DO PROJETO.
Vanderlei lembra ainda que são 520 cobradores em Blumenau e que já há denúncia encaminhada ao Ministério Público que um ônibius já circularia sem cobrador na cidade.
Extinguir a função de cobrador não é bom para o transporte coletivo, pois a chamada passagem embarcada sempre irá existir. Não faz sentido o próprio motorista ter que trocar dinheiro e assim, esperar todos os passageiros passarem pela catraca para o veículo sair do ponto de ônibus.
Resumindo: vamos discutir como diminuir o preço da passagem, SIM. Mas com ideias decentes e dentro da lei.
Queda do aumento da passagem de ônibus beneficia a população e o candidato Ivan Naatz
O jornalista Carlos Tonet foi o primeiro a divulgar, via twitter, e o Santa completou:
O juiz de direito Osmar Tomazoni concedeu agora há pouco uma liminar suspendendo os efeitos do decreto municipal que reajustou a tarifa do transporte coletivo urbano em Blumenau. O aumento entrou oficialmente em vigor sexta-feira, passando de R$ 2,30 para R$ 2,55. Agora, os valores passam a ser os mesmos cobrados antes do aumento, portanto, R$ 2,30.
A ação civil pública foi ajuizada pela Associação Catarinense de Defesa dos Direitos Constitucionais, alegando que o índice de reajuste estava acima da inflação do período. De acordo com a liminar, os réus têm 24 horas para cumprir a decisão sob pena de multa de R$ 10 mil por dia de descumprimento.
A tal Associação Catarinense de Defesa dos Direitos Constitucionais é a mesma que conseguiu que a Casan fosse condenada a fazer o tratamento do esgoto de Penha em até três anos e a que entrou na Justiça contra a privatização do esgoto de Blumenau. Quem é o presidente da entidade? O ex-candidato a prefeito do PV, Ivan Naatz.
Pré-candidato a deputado estadual, Naatz só tem a agradecer ao Seterb pela decisão de aumentar a passagem. Com isso, o advogado ganhou um holofote muito maior que a privatização do esgoto, já que o reajuste da tarifa é criticado por quase 100% da população. O caso das passagens é semelhante ao de Penha, onde graças a ação popular onde ele foi o advogado, a cidade terá que ter esgoto tratado até 2013.
Resta saber quanto tempo a passagem continuará em R$ 2,30. Ou alguém acha que a Justiça vai manter essa decisão até o final? O Seterb já perdeu nos tribunais em outros anos, mas sempre consegiu virar o jogo e garantir o aumento.
UPGRADE: Esse post NÃO É UMA CRÍTICA AO ADVOGADO IVAN NAATZ. Pelo contrário, ele esta corretíssimo em fazer isso e se todos os candidatos a deputado se mexessem como ele, seria melhor ainda.
Alexandre José, da RIC, deve ser candidato
O apresentador do Jornal Meio Dia da RIC/Record, Alexandre José, deve ser candidato a deputado estadual pelo Partido Progressista. A afirmação foi feita pelo deputado federal e colega de partido João Pizzolatti, durante uma entrevista a Rádio Blumenau. Pizzolatti confirmou também, o nome do ex-vice prefeito Edson Brunsfeld como candidato para Assembleia Legislativa, um fato que já estava confirmado.
Pelo discurso do deputado federal, o PP não deve desistir da ideia de ter dois candidatos na cidade, mesmo que isso possa dividir os votos. Fato é, que Brunsfeld e José procurarão eleitores de bases diferentes: o ex-vice prefeito é conservador e tem a simpatia de empresários, de classes sociais mais altas. Já o apresentador da RIC é conhecido por estar próximo do povão.
Comentário Controverso: Preparem mais um festival de candidatos de Blumenau nessas eleições. Os partidos dão a entender que não aprenderam com as últimas disputas.
Justiça favorece políticos infiéis
Saiu na edição de hoje do Santa:
O vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Newton Trisotto, negou liminar que pedia o impedimento dos suplentes de vereador Leoberto Vitor Cristelli (PP) e Armindo Maria (sem partido) de tomarem posse. A medida foi solicitada pelo PDT e por outro suplente, Roberto Oscar Pedroso da Luz, por meio de uma ação de perda de mandato por infidelidade partidária. Trisotto afirma que não foi comprovada a ausência de justa causa na desfiliação dos suplentes. O partido foi procurado, mas ninguém atendeu às ligações.
Leoberto Cristelli, conhecido como Professor Leo, foi vereador pelo PDT e entre 2005 e 2008 atuou junto ao governo, mesmo sendo eleito pela oposição. Nas eleições passadas, ele queria que a sigla apoiasse Kleinubing, mas o partido acabou indicando o vice de Décio Lima (PT). O próprio Santa noticiou que Cristelli quase deixou o PDT naquela ocasião.
Não eleito, o Professor Leo decidiu deixar o PDT e se filiou ao governista PP. Suplente, pegou a vaga temporária de um partido da OPOSIÇÃO. E o TRE acaba de confirmar que isso é legal. Ou seja, a Justiça brasileira continua favorecendo os políticos infiéis, que normalmente trocam de lado para se alinhar com o atual governo.
O Democratas, que sai favorecido nessa história (já que a base aumenta temporariamente para 13 a 2 na Câmara), sofre com a Justiça pró infiéis em Brasília. Só em Santa Catarina, dois deputados federais trocaram o DEM pelo governista PR: Nelson Goetten, de Taió e Vieirão, da região Norte do Estado.
Não que os partidos devam ter controle absoluto sobre seus candidatos. Sou contra o voto em lista, por exemplo. Mas o político que troca de lado após as eleições por vontade própria deve ser punido.
PS. O Professor Léo ficou conhecido também em 2008 por votar a favor do aumento de 60% dos salários dos vereadores, reajuste que acabou vetado por pressão popular e da imprensa. Cristelli foi o único a ter coragem de manter o apoio ao aumento após o veto, alegando que o salário de vereador era baixo.
Upgrade das 14h10min: chegou a informação que o caso continua no TRE, apenas a liminar foi negada. De qualquer forma, Cristelli deverá ficar 30 dias no cargo e deve deixar a vaga antes do julgamento final.