Política, cotidiano e cultura – BLUMENAU SC

06, 07, 2009

Sobre literatura e hipocrisia

Por Giovanni Ramos - Editoria: Arte & Lazer, Editorial
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Salve Internautas Controversos! No próximo final de semana será inaugurado o site Botequim Literário, um blog produzido por ex-alunos do curso de formação de escritores do Sesc, a qual este blogueiro faz parte. O botequim tem inspiração no Duelo de Escritores, um site formado por cinco blumenauenses também apaixonados pela escrita.

Participei das duas etapas do curso de escritores do Sesc, ministradas por escritores diferentes, com técnicas diferentes, visões de mundo diferentes e textos bem diferentes. Um é romancista e o outro, poeta. Eu, que não sou poeta (e nem leio poesia) gostei muito das duas etapas. Foram momentos importantes para trocar ideias com outros aspirantes a escritores e ampliar os conhecimentos do mundo literário.

A literatura, como toda arte, é cercada de hipocrisia, falsidade e muito, mas muito ego. Adoro sentar em uma mesa de bar e conversar sobre música, teatro, cinema, livros, mas não sou um expert, um especialista nesses assuntos. Diria que conheço mais sobre rock, mesmo que eu tenha desistido do curso de violão há 17 anos.

Comecei a gostar de literatura muito tarde, no segundo grau. Mas foi mesmo na faculdade, após ler A Revolução dos Bichos, de George Orwell, que eu peguei gosto. O estouro foi ano passado, quando fiz o curso de escritores e fui morar em Florianópolis sem computador, sem televisão e sem aparelho de som. Meu maior passatempo era ler.

Mesmo com as mudanças recentes, fico por fora muitas vezes, dos papos literários. Não sou um grande conhecedor de Machado de Assis, não li Proust, Flaubert, e não consegui gostar do romantismo brasileiro do século XIX. Também não leio poesias, com exceção de Fernando Pessoa.  Mas não tenho vergonha disso. O tempo passa e eu vou conhecendo cada vez mais, mesmo que tarde. Minha biblioteca pessoal começa a ganhar formas.

Mas quem está realmente por dentro de tudo que ocorre na literatura? Tirando profissionais da área (como os dois escritores do curso) e alguns loucos por livros, a maioria está por fora. Mas finge que sabe. Uma pesquisa realizada por ingleses (para variar) apontou que 2/3 das pessoas FINGEM ter lido as maiores obras da humanidade.

De acordo com a pesquisa, 1984, de George Orwell, é o livro mais falsamente lido, com 42% dos entrevistados. Guerra e Paz, de Tolstoi, Ulisses, de Joyce e a Bíblia vem em seguida. Eu confesso não que não consegui ler ULISSES. Li outra obra do autor e estou atrás da nova tradução para tentar de novo.  Da lista dos 10 mais, me interessa também Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust.

Quando vou ler? Ah, meu amigo, não faço ideia. Vou continuar lendo pouco, mas lendo mesmo. Lendo as obras que me interessam, que me tiram do sério. Hipocrisia não, vamos tentar evitar!


2 comentários para “Sobre literatura e hipocrisia”




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