Blumenau por outro ângulo
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16 de junho de 2009

De Pomerode ao Morro Azul

Salve Internautas Controversos! Feriadão de Corpus Christi, tempo nublado, frio em Blumenau. Perfeito para ficar em casa, dormindo até meio-dia, ainda mais com alguns sintomas de gripe, certo? Errado! Este blogueiro maluco resolveu seguir os jornalistas fotógrafos Fillipi Pamplona e Thiago Floriano. Destino: Pomerode: Horário: 9h. Condição do tempo: vai chover! A ideia inicial era [...]

Giovanni Ramos - contato@controversas.com

Salve Internautas Controversos!

Feriadão de Corpus Christi, tempo nublado, frio em Blumenau. Perfeito para ficar em casa, dormindo até meio-dia, ainda mais com alguns sintomas de gripe, certo? Errado! Este blogueiro maluco resolveu seguir os jornalistas fotógrafos Fillipi Pamplona e Thiago Floriano. Destino: Pomerode: Horário: 9h. Condição do tempo: vai chover!

A ideia inicial era fotografar pontos turísticos da cidade, que promovia um concurso fotográfico. Como ex-trabalhador de Pomerode (trabalhei num jornal da cidade em 2006) fui o guia no começo da viagem. Paramos no mais famoso café da cidade para uma pausa, e mãos a obra. O que teria de interessante para fotografar numa Pomerode cinzenta?

Procuramos um morro no centro da cidade, para fotografar o horizonte cinza. Subimos até uma estação de tratamento da Samae Pomerode. Encontramos o local totalmente aberto, sem nenhuma alma viva dentro.  Tinha dois carros na entrada, mas ninguém trabalhando, nenhum vigia, nada. Só em Pomerode para nos depararmos com isso.

Respeito e silêncio são coisas que você espera de alguém em um cemitério. Mas os sinais que o sol abriria na tarde de feriado impediram este respeito no cemitério luterano de Pomerode. Empolgado com a luz do sol, para facilitava na arte da fotografia, o jornalista Fillipi Pamplona não se conteve:  “AAAH MULEKE, ISSO AQUI VAI DAR O DEMÔNIO”. Ainda bem que o local, assim como quase toda a cidade, estava um deserto.

Apelando para os clichês, fomos ao zoológico de Pomerode.  O sol começou a abrir, para a felicidade dos três jornalistas sedentos por uma boa imagem. Dentro do zôo, macacos nervosos, leões preguiçosos e o amor das araras foram para as lentes das câmeras, a minha amadora e as profissionais dos outros dois fotógrafos. Vale também destacar a foto da marreca carolina e o sexo dos avestruzes.

“Comeu a fêmea e saiu com o bico empinado, fazendo panca. Do tipo, eu sou o fodão” – visitante do zoológico, sobre o sexo dos avestruzes.

O concurso era sobre Pomerode, mas os três jornalistas decidiram terminar o trip no Morro Azul, que pertence oficialmente ao município de Timbó. Quilômetros de uma péssima estrada de barro estavam pelo caminho e nós, abordo de um Pointer 96 um tanto rebaixado, ouvíamos o barulho das pedras batendo no fundo do carro.

Se fosse um Fusca, era tranquilo. Fusca sobe qualquer coisa e se estragar embaixo, qualquer placa de trânsito resolve, mas estávamos em um carro baixo. A sorte é que era 1.8. Se fosse um Uninho 1.0, seria triste.

No alto do Morro Azul, que não estava muito azul, por causa da época, vimos a névoa tomar conta das cidades. Mas o voo livre, prática comum no local, nos garantiu belas fotos.  Na volta, erramos o caminho algumas vezes e com isso, voltamos a Pomerode por outra rua, ainda mais próxima de Blumenau. Melhor impossível.

O resultado do dia: as fotos abaixo e um bela gripe, que deixou este blog quase inativo durante todo o feriadão.



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