Blumenau vista por outro ângulo
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19 de outubro de 2009

Passando a Oktoberfest a limpo!

Paulo Roberto - paulo@controversas.com

Música: Polêmica corriqueira e tradicional da Oktoberfest. Música eletrônica ou bandinha? Zique-Zaque ou repertório de formatura? Cada vez mais, nota-se a falta de foco da organização. Norberto Mette aparece na mídia dizendo que prefere qualidade a quantidade, dando a entender que a festa deve ser “da família”. Ao mesmo tempo, empurraram a cerca da Vila Germânica para o meio da rua Alberto Stein pra dar mais espaço para o quê? Pra caber mais gente do portão para dentro, sem nenhuma estrutura naquela área!

Planejamento: A cada ano, a Vila Germânica mostra como foi mal planejada! Para qualquer caminhão entrar ou sair pelo portão dos fundos (onde, teoricamente, entrariam os fornecedores, estrutura de palcos, shows, eventos, etc), é preciso interromper o trânsito da rua Itapiranga. Um caos para qualquer um que circula pela região, sobretudo quem vem do Morro da Cia Hering com destino à Velha, que obrigatoriamente faz o retorno por esta rua. Mesmo fora da época de Oktoberfest, é comum o trânsito ali ficar interrompido por causa de um caminhão manobrando… Para um elefante branco daquele tamanho, inagurado há tão pouco tempo e com tanto dinheiro público, poderiam ter contratado um engenheiro que previsse a entrada/saída de materiais, não?

Bilheterias: Alguém sabe explicar porque elas não podem estar em mais de um lugar? Não entendo como alguém que planeja uma festa do porte da Oktoberfest pense num local único para se vender ingressos. Vale comentar a ótima idéia de vendê-los antecipados. Mas, não vi divulgação disso, a não ser pulverizados nos “Serviços” dos jornais locais. Não vi cartazes, propagandas em rádio e televisão, folderes, comentários nos próprios desfiles da festa, NADA nesse sentido que incentivasse o povo a comprar mais cedo, e em outros lugares pela cidade, os ingressos para a festa. Resultado? Aglomeração, confusão e muita gente que ficou mais de uma hora esperando até desistir… A Vila Germânica é uma quadra inteira. O que impede uma entrada na região da esquina com a rua Itapiranga (no trevinho de acesso ao Parque Ramiro Ruediger), por exemplo? Quem vem de carro e estaciona pela região já não ficaria acumulado na entrada principal… No acesso em frente à rua João Pessoa, até existe ainda a antiga entrada lateral, não daria muito trabalho reativá-la, certo?

Chopp X Cerveja: Louvável a idéia da Eisenbahn vender, além de seus chopps, suas cervejas na festa. Ajuda a divulgar seus produtos, propicia maior escolha ao público, tudo perfeito. Se tivessem claramente avisado que os tíckets eram diferentes! Apesar do preço ser o mesmo, a cervejaria exigia um bilhete diferenciado para as long-necks. Aviso sobre isso? NENHUM. Só se chegava a essa conclusão depois de tentar comprar as cervejas com tícket de chopp (papel-moeda oficial da Oktoberfest!). Mas, o cartaz dizendo que não era possível trocar tíckets fizeram. O que explicava o motivo, não… vá entender…

Banheiros: Nos últimos dois anos, é notável a evolução na estrutura básica do local. Esse ano, não peguei nenhuma fila pra usar os banheiros. E olha que os utilizei bastante. Fora nos dias e horários de maior pico e com chuva, até o chão os trabalhadores conseguiam manter limpo! Em 2007, a estrutura era de meia dúzia de banheiros por pavilhão. Ano passado, encheram de banheiros móveis para aguentar a demanda. Esse ano, não vi problemas. Merece destaque!

Parquinho: Particularmente, não faz diferença se tiver ou não tiver. Mas, se oferecem um parque de diversões, que o façam com a mínima decência na estrutura! Fui na abertura da festa, no dia 01, e os brinquedos ainda estavam todos desmontados! No último sábado da festa, metade dos brinquedos estavam cobertos com lona, ou desligados. Os que funcionavam, não passavam muita confiança para ficar por perto. Quem foi, ainda reclamou do preço…

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