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	<title>Portal Controversas &#187; Mídia</title>
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	<description>Blumenau por outro ângulo</description>
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		<title>Controversas sorteia livros de Ivan Naatz</title>
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		<pubDate>Sun, 20 May 2012 23:50:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[_principalc]]></category>
		<category><![CDATA[Ivan Naatz]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[o Caso do Esgotamento Sanitário]]></category>
		<category><![CDATA[sorteio]]></category>

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		<description><![CDATA[Quer ganhar o livro "O Caso do Esgotamento Sanitário de Blumenau"? O Controversas vai sortear dois exemplares nas redes sociais. Veja como participar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Portal Controversas lança sua primeira promoção. Vamos sortear dois exemplares do livro &#8220;O Caso do Esgotamento Sanitário de Blumenau&#8221;, de Ivan Naatz. Veja como participar</p>
<p>FACEBOOK</p>
<p>Um dos exemplares será sorteado no Facebook. Para participar, o usuário deve:</p>
<p>- CURTIR a página do Controversas na rede social &#8211; <a href="https://www.facebook.com/controversas/" target="_blank">www.facebook.com/controversas</a><br />
- INSCREVER na promoção, clicando neste <a href="https://www.facebook.com/controversas/app_154246121296652" target="_blank">link</a></p>
<p>TWITTER</p>
<p>O outro exemplar será sorteado para quem SEGUIR o Portal Controversas no twitter der RT no seguinte <strong><a href="https://twitter.com/#!/portalcontro/status/204358769075957763" target="_blank">tuíte</a></strong>:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os sorteios serão no dia 28 de maio.  Mas atenção:</p>
<p>- Não poderão participar os colaboradores do portal e partentes em primeiro grau</p>
<p>- Só participa quem curtir a página ou seguir o Controversas no Twitter</p>
<p>- Usuários falsos e de pessoas não físicas também não poderão participar.</p>
<p>- O Controversas entrará em contato com os vencedores para retirar os livros. Eles serão entregues pessoalmente APENAS EM BLUMENAU em um local a ser definido com os vencedores. O prazo para retirada é 30 de junho.</p>
<p>Mais dúvidas pelo e-mail contato@controversas.com</p>
<p>PARTICIPE!</p>
<p>&#8212;-</p>
<p>Mais informações sobre o livro do Ivan Naatz aqui e aqui.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Brasil  não vai investigar a sua mídia?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 21:35:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Portal Controversas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[_secundária]]></category>
		<category><![CDATA[Bob Fernandes]]></category>
		<category><![CDATA[CPI do Cachoeira]]></category>
		<category><![CDATA[Policarpo Junior]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Veja]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Magazine]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil começa a viver a CPI do Cachoeira. Não é segredo que a mídia também está no olho do furacão. Leia o artigo do jornalista Bob Fernandes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><strong>POR BOB FERNANDES</strong></em><br />
<em><strong>editor do <a href="http://terramagazine.terra.com.br/bobfernandes/blog/2012/05/08/o-brasil-vai-ou-nao-vai-investigar-a-sua-midia/" target="_blank">Terra Magazine</a> </strong></em></p>
<p>Rupert Murdoch é dono de um dos maiores impérios de mídia do mundo. Ele tem centenas de empresas que faturam perto de US$ 30 bilhões/ano. Mesmo com tudo isso, o relatório de uma CPI em andamento na Inglaterra acusa Murdoch de “enganar o Parlamento”.</p>
<p>A CPI britânica concluiu que Murdoch e seu filho, James, fecharam os olhos para crimes cometidos por suas empresas. Entre outros crimes, um dos jornais de Murdoch grampeou os príncipes Harry e William, herdeiros da coroa.</p>
<p>O Brasil começa a viver a CPI do Cachoeira. Não é segredo que a mídia também está no olho do furacão. E que parlamentares querem investigar as relações entre o bicheiro Cachoeira, o senador Demóstenes Torres e a revista Veja. O ex-presidente Lula também acha que se deve investigar essas relações.</p>
<p>Na internet, que no Brasil tem algo como 80 milhões de usuários – estima-se que 48 milhões de usuários diários – o julgamento já começou.</p>
<p>O julgamento na internet dispensa provas. Cada um condena e absolve quem quiser. Bastam a opinião e o desejo de cada um. Como, aliás, tem sido cada vez mais em quase toda a mídia. Já uma CPI tem que investigar, de verdade, e provar. Até para inocentar.</p>
<p>No caso em questão, à parte os fatos que ainda não foram devidamente investigados, algo chama a atenção de parlamentares: como, em anos e anos de relação e de escândalos publicados, não se percebeu que Cachoeira era quem era? E isso, com Cachoeira tendo sido personagem do “Caso Waldomiro”, que anos antes foi noticiado também na mesma revista Veja.</p>
<p>Na mídia, uma reportagem é fruto de decisões coletivas. A cultura é de construções e procedimentos hierarquizados. Portanto, a escolha de bode expiatório é um erro e é injusto. Mas, assim como o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, a mídia pode cometer erros, e comete. E, como ensina agora a Inglaterra, não há porque não examiná-los.</p>
<p>Há outro caso. Talvez até mais grave do que este porque levou a um choque entre poderes. Em 2008, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, foi ao Palácio e interpelou ninguém menos do que o Presidente da República. Mendes chamou Lula “às falas”, segundo suas próprias palavras então.</p>
<p>Gilmar Mendes e Demóstenes Torres se disseram vítimas de um grampo da Abin, conforme capa da mesma revista Veja. A Polícia Federal investigou e não achou vestígio de grampo algum.</p>
<p>Mas, por conta desse grampo que ninguém ouviu, Paulo Lacerda, então diretor da Abin, <a href="http://terramagazine.terra.com.br/bobfernandes/blog/2012/05/07/delegado-paulo-lacerda-espera-pedido-de-desculpas-de-gilmar-mendes-e-demostenes/">foi demitido e “exilado” em Portugal</a>. E com o grampo que ninguém sabe e ninguém ouviu, começou-se a enterrar a Operação Satiagraha. Aquela que prendeu o Banqueiro Daniel Dantas.</p>
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		<title>A verdade dói!</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 22:11:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tarciso Souza - tarciso@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Digital Política]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[_secundária]]></category>
		<category><![CDATA[esporte]]></category>
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		<category><![CDATA[polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
		<category><![CDATA[segurança pública]]></category>

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		<description><![CDATA[Afinal, o Brasil é ou não um país inseguro? Profissionais do automobilismo mundial dizem que sim. A imprensa nacional se ofende com as declarações. A verdade dói]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_6133" class="wp-caption alignright" style="width: 590px"><a href="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/04/formula-1.jpg"><img class="size-full wp-image-6133" title="Sebastian Vettel" src="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/04/formula-1.jpg" alt="" width="580" height="275" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: http://www.sebastianvettel.de</p></div>
<p>Precisamos aceitar: a verdade dói, muito, de mais! Exemplo claro deste sentimento é a polémica entorno do Grande Premio do Bahrein de Formula 1, que será disputado neste final de semana. Alguns dos profissionais mais gabaritados do grid ousaram, na opinião da imprensa nacional, comparar os conflitos vividos no país árabe com a insegurança do Brasil.</p>
<p>A história toda começou com Martin Whitmarsh, chefe da equipe McLaren, que fez uma relação curiosa sobre a intranquilidade encontrada por seus profissionais em lugares de conflito e violência. Disse ele: “Viajamos para o Brasil, viajamos para uma enorme variedade de lugares. Não nos importamos com a segurança que precisamos em alguns lugares que vamos. Não estamos sempre confortáveis como gostaríamos em alguns lugares que corremos no ano passado, mas não decidimos isso. O calendário está confirmado”.</p>
<p>O bicampeão Sebastian Vettel também seguiu a mesma linha. Falando que, em alguns lugares da terrinha tupiniquim, existe um desconforto. Nas palavras do piloto alemão da equipe RBR, “estar no paddock não parece ter problema. É claro que fora do paddock talvez exista um risco, mas existe risco em todos os lugares que vamos. Você pode imaginar que, quando vamos ao Brasil, dependendo da área, também não é o lugar onde queremos estar. Então não é um grande problema”.</p>
<p>Compreendo que é difícil aceitarmos que um estranho, um filho de outra pátria, critique abertamente nosso país. Mas, devemos reconhecer que nenhum destes faltou com a verdade. O Brasil é um país violento e inseguro! E os profissionais da F1 viveram experiências relacionadas a este que é, sem dúvida, um dos mais graves problemas vivenciado diariamente pelos brasileiros.</p>
<p>Em 2008,  para recordar, o campeão mundial Jenson Button foi assaltado quando saia do autódromo de Interlagos, em São Paulo. E não foi um fato isolado. Outros pilotos e integrantes de equipes sofreram com o mesmo “problema”. Desde então, é comum, nas transmissões do GP Brasil, ouvir Galvão Bueno dizer que fulano ou beltrano reforçou a segurança para evitar roubos, furtos, sequestros, etc&#8230; como tem ocorrido com frequência nos últimos anos de disputa do grande prêmio.</p>
<p>O que me faz pensar, neste caso, é como que nossa imprensa nacional, sempre carregando a bandeira da verdade, consegue encarar como uma ofensa o fato de um sujeito não mentir e escancarar o que está bem ali, diante de nossos olhos e insistimos em não ver.</p>
<p>A política de segurança nacional é frouxa ou, digo melhor, inexistente. Creio que esta revolta toda dos críticos a Vettel e Whitmarsh deveria ser direcionada contra o sistema atual que coordena a nossa defesa pública do cidadão.</p>
<p>Pedir para os profissionais do automobilismo se retratem, em um gesto de desculpas ao Brasil, não é exaltar patriotismo, é burrice, é admitir que o sentimos dor quando tocam, com palavras verdadeiras, em nossas feridas.</p>
<p>Nós, os brasileirinhos de Dilma, devemos compreender que criminalidade e violência urbana do cotidiano colocam o país em uma situação de guerra civil, com mortes diariamente. Um confronto que fingimos não ver, mesmo, em pânico, cercando cada vez mais nossas residências, blindando os veículos e ampliando o valor dos seguros de vida e patrimônio.</p>
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		<title>Para destravar debates interditados</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 00:18:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[blogs]]></category>

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		<description><![CDATA[O jornalista Luiz Carlos Azenha debate o futuro da blogosfera e o papel dos blogs na sociedade e nos meios de comunicação]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>BLOG</p>
<p>Eu não sei o que seria da minha vida profissional se, na metade dos anos 2000, eu não tivesse “descoberto” a internet. Como as coisas mudaram desde então! Primeiro, foi o brotar de 1.000 flores na blogosfera. Depois, de um milhão nas redes sociais, notadamente o twitter e o facebook. Milhão, eu disse milhão? Milhões.</p>
<p>Um exemplo: certa vez confessei que não sabia nada além do genérico sobre Posada Carriles, o terrorista acusado de organizar a derrubada de um avião da Cubana de Aviación. A leitora-militante gritou: como é que um jornalista não sabe tudo sobre Posada Carriles? Bem, para compensar a vergonha <a href="http://www.youtube.com/playlist?list=PLB9A2251624197B15&amp;feature=plcp"><strong>publiquei no You Tube um dos documentários sobre Posada Carriles </strong></a>que comprei pela internet. Curiosamente, nesta época eu morava em Washington e comecei a receber mailings sobre uma campanha para libertar “the cuban five”, que agora se tornaram conhecidos dos brasileiros por conta do livro de Fernando Morais. Fiquei desconfiado que era coisa da CIA.</p>
<p>O mais interessante de ler sobre o Posada foi ver quanto os Estados Unidos usaram o serviço de inteligência da Venezuela, a DISIP, como proxy para monitorar e fazer ações clandestinas na América Latina. Graças a uma comentarista da internet, portanto, eu entendi muito melhor o contexto em que surgiu Hugo Chávez, que tirou proveito da implosão neoliberal pós-Caracazo, enterrou o acordo de Punto Fijo e afastou a Venezuela do papel de protetorado de Washington, via DISIP.</p>
<p>Hoje, todos aqueles que têm acesso a uma conexão razoável podem nos ajudar. Perdemos a exclusividade, mas ganhamos centenas de milhares de experts.</p>
<p>Os 140 caracteres do twitter aumentaram a velocidade da disseminação de textos e informação, mas também diminuiram o tempo de reflexão. Hoje, um punhado de pessoas é capaz de detonar um efeito manada que é mais adequado aos linchamentos digitais — baseados em bits de informação descontextualizada — do que ao debate político ou ao esclarecimento. O potencial para mil ciclos simultâneos de Escolas Base, de 24/48 horas de duração, está diante de nós. Felizmente, a capacidade para enfrentar estes ciclos está embutida no processo.</p>
<p>Há outros riscos. Os militantes mais afoitos correm o risco de desfavorecer as próprias causas, ao disseminar informação falsa, distorcida ou exagerada. Da segunda vez que você gritar “fogo”, menos gente vai te ouvir.</p>
<p>Temo pelos incautos, que ainda não se deram conta de<strong> </strong>quanto e quão rapidamente anda uma opinião, uma informação ou um desabafo feito no calor da hora, no que ele, incauto, acredita ser um espaço privado. Caiu na rede, é peixe, e poderá ser usado contra você eternamente, dentro ou fora do contexto, graças ao efeito Google.</p>
<p>Curioso, este processo. Ao mesmo tempo que cobra opiniões e certezas absolutas no calor daquele segundo, potencializa ao infinito os danos a quem disse o que não gostaria/não queria/não poderia ter dito.</p>
<p>Paradoxalmente, pertencer à multidão digital pode acabar nos empurrando de volta ao conforto do isolamento relaxado. Há quem anteveja um processo pelo qual as pessoas vão se desligar voluntariamente das redes sociais por conta disso.</p>
<p>Existem dados conflitantes sobre a queda do número de usuários do Facebook e do Twitter em mercados “maduros”, como o dos Estados Unidos. Seria uma espécie de “cansaço digital”, quando o prazer de conhecer gente, ler opiniões diferentes e ter acesso a informação deixa de compensar o tempo gasto ou o aborrecimento com as grossuras alheias.</p>
<p>Duvido que o mesmo aconteça no Brasil, pelo menos a curto prazo. Os brasileiros amam gente. São gregários. Adoram saber da vida alheia. O Brasil talvez seja o único país do mundo em que dois “amigos” digitais, apresentados por um terceiro, têm chance de se tornarem amigos de verdade, em carne e osso.</p>
<p>Para os jornalistas e blogueiros, há outro risco nas redes sociais. O de que acabem promovendo a fulanização da notícia.</p>
<p>Fulano atacou fulano no Facebook. Vira “notícia”. Fulana disse isso e aquilo da fulana no twitter, vira “notícia”. Essa fulanização empobrece o debate político, de ideias. Vira um jogo de egos, raso. E acaba alimentando a indústria da fofoca, da maledicência e das polêmicas inúteis que floresceu como grande geradora de tráfego em todos os portais; e alimentando o jornalismo raso dos que dizem que fazem jornalismo para jornalistas.</p>
<p>Dá vergonha alheia ver gente usando o twitter e o facebook atrás de notoriedade fugaz, polemizando para compensar algum tipo de déficit de atenção. Confesso que para poupar gente de passar vergonha em público, já apaguei comentários “definitivos” feitos no meu Facebook, de gente que veio me desancar e foi desmentida em seguida pelos fatos.</p>
<p>Se todos fossem assim, ficaríamos à mercê do quem grita mais pode mais. Felizmente, ainda é apenas uma notável minoria.</p>
<p>Lá no primeiro encontro de blogueiros, a única proposta que apresentei foi no sentido de que os blogueiros se organizassem para produzir conteúdo próprio, talvez numa cooperativa. Desde então eu já achava que a crítica da mídia pela crítica da mídia não tinha futuro. O Brasil é um país enorme, de enorme diversidade. Mas o rolodex da mídia (eu sou do tempo do rolodex) só tem espaço para um determinado número de “especialistas”. Em geral os especialistas que apenas confirmam as teses engendradas nas redações. Eu achava desde então que nossa maior tarefa, dos blogueiros, era trazer gente nova para o debate. Gente que tem muito a dizer mas fica “escondida”, por acaso ou não, por barreiras políticas, geográficas, ideológicas, de classe, etc.</p>
<p>Ainda acho que é o melhor caminho para destravar debates interditados e aumentar o número de participantes na discussão de políticas públicas no Brasil. Mas é apenas uma opinião e estou certo de que vocês, logo aí nos comentários, vão me instruir sobre tudo o que não li, não vi e desconheci sobre o tema. Nisso, aliás, se resume a graça de fazer o blog.</p>
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		<title>A ditadura escancarada</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 00:02:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[comissão da verdade]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura militar]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal de Santa Catarina]]></category>

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		<description><![CDATA[Especial do Santa sobre famílias que perderam parentes na ditadura militar é mais um tapa na cara sociedade. Uma reportagem recomendada]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5572" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/01/ditadura-militar.jpg"><img class="size-medium wp-image-5572 " style="margin: 2px;" title="ditadura militar" src="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/01/ditadura-militar-300x142.jpg" alt="" width="300" height="142" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: www.rededemocratica.org</p></div>
<p>O sofrimento de famílias que perderam parentes durante a ditadura militar e esperança de ter mais informações sobre o que aconteceu a partir da Comissão da Verdade, que será aberta este ano em Brasília. Este é o tema da reportagem especial do <strong><a href="http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/jsc/capa,5,0,0,0,Capa.html" target="_blank">Santa</a></strong> &#8220;Órfãos da Verdade&#8221;, de autoria da jornalista Daiane Costa.</p>
<p>A reportagem é excelente e deve ser divulgada para o maior número de pessoas possível. É um verdadeiro tapa na cara da sociedade brasileira, mostrando através dos depoimentos de familiares, o que realmente foi a ditadura militar no Brasil.  A jornalista conseguiu com maestria, colocar a agonia de quem não sabe até hoje o que aconteceu com um parente sem cair no sensacionalismo.</p>
<p>A especial mostra também, que a Comissão da Verdade criada pelo governo federal é fraca e covarde, não irá rever a Lei da Anistia, ou seja, nada acontecerá com aqueles que forem responsabilizados pelos crimes cometidos na época. Uma decisão vergonhosa que foi criticada por entidades internacionais de Direitos Humanos.</p>
<p>Uruguai, Argentina e Chile tiveram a coragem de mexer no passado, descobrir o que aconteceu de fato e punir os torturadores. No Brasil, o PT, um partido criado por pessoas que lutaram contra a ditadura, foi covarde. Mesmo com uma popularidade jamais vista e com uma oposição fragilizada, o governo não teve coragem de levar adiante a proposta de revisão da Lei da Anistia. E olha que a atual presidente sofreu nas mãos dos torturadores.</p>
<p>O Portal Controversas recomenda a reportagem Órfãos da Verdade, que será publicada até terça-feira no Santa. E parabeniza o jornal e a jornalista pela produção do material e pela coragem de publicar. Que estejam preparados, pois a viúvas da Arena que moram na cidade vão reagir.</p>
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		<title>A Internet protesta contra a censura</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 13:59:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Portal Controversas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Projeto de lei dos Estados Unidos quer acabar com a liberdade de expressão na internet, dando ao governo americano, o poder de bloquear o acesso a diversos sites]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>do blog <strong><a href="http://crazyseawolf.blogspot.com/2012/01/sopa-pipa-censura-internet-protesto.html" target="_blank">crazyseawolf</a></strong></em></p>
<p><a href="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/01/stop-sopa.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5466" style="margin: 2px;" title="stop-sopa" src="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/01/stop-sopa-300x142.jpg" alt="" width="300" height="142" /></a>A internet que conhecemos pode sofrer uma drástica mudança se o governo dos EUA aprovarem o SOPA e o PIPA, dois projetos de leis enviados por políticos, que ao meu ver, nada entendem de internet, mas apoiados pelas indústrias de cinema, TV e música, e provedoras de TV a cabo e internet, ao congresso norte-americano. A votação acontecerá no próximo dia 24. Parece que o governo americano, na pessoa de Obama, já se manifestou contra esses projetos.</p>
<p><a>SOPA é a sigla para &#8220;Stop Online Piracy Act&#8221; ou Lei contra a pirataria online, e PIPA, &#8220;Protect IP Act&#8221;, ou lei de proteção do IP.</a></p>
<p>Em resumo, essas leis vão combater compartilhamentos e trocas de arquivos em qualquer situação, seja em redes sociais, blogs e sites de compartilhamento de arquivos. Ou seja, haverá uma monitoração e as páginas denunciadas serão fechadas, e também quaisquer outras páginas relacionadas.</p>
<p>Com isso, os provedores de internet, email, blogs, mensageiros eletrônicos e as redes sociais terão que verificar (ou espionar) todos os conteúdos que seus usuários postam para haver o bloqueio, pois eles serão responsabilizados. A parte da publicidade será muito afetada, pois além dos bloqueios dos anúncios, os fundos provenientes deverão ser congelados.</p>
<p>Google, Facebook e Twitter, por exemplo, serão fortemente afetados, pois possuem serviços que aos olhos do SOPA, se tornarão crime da noite para o dia, até mesmo toda a tecnologia que se permite navegar na internet anonimamente, tais como o TOR, DNS alternativos, P2Ps e VPNs.</p>
<p>É o fim da privacidade e da liberdade de expressão na Internet. Praticamente será o fim da Internet que conhecemos atualmente. Será o fim dos blogs e das redes sociais, pois quaisquer comentários feitos por usuários, causando ofensa ou infrigindo as leis com links de download, os donos serão responsabilizados, correndo o risco do serviço ser fechado.</p>
<p>Essas leis terão poder para agir dentro do território norte-americano, mas poderão servir de incentivo par que outros países possam fazer leis semelhantes. Quem não se lembra do projeto de lei do Azeredo, o famoso AI5 Digital? Além disso, o SOPA terá o poder de bloquear sites estrangeiros. Ou seja, parte da economia online será bastante afetada no mundo inteiro.</p>
<p>Nesta quarta, vários sites e/ou serviços promentem sair do ar em protesto contra essa lei, Reddit, Wikipedia, entre outros. O Google deverá colocar um link ou imagem protestando contra o projeto de lei, mas não vai parar as suas atividades, assim como o Twitter. O WordPress prometeu aderir ao movimento e o Facebook, no momento em que escrevo este post, não anunciou nada. Muitos blogs retirarão suas páginas do ar, mas colocarão uma mensagem de protesto.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Enquete: segurança para ciclistas reprovada</title>
		<link>http://controversas.com/midia/enquete-seguranca-para-ciclistas-reprovada/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 02:15:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Portal Controversas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[ciclovias]]></category>
		<category><![CDATA[enquete]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade urbana]]></category>
		<category><![CDATA[transporte coletivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Portal Controversas perguntou sobre a ideia de usar os corredores de ônibus para as bicicletas. Para a maioria, nunca haverá segurança necessária]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Portal Controversas perguntou em dezembro, se os corredores de ônibus poderiam ser compartilhados com as bicicletas,  uma proposta comum na Europa, que foi ventilada pela ABC Ciclovias. Para a maioria dos participantes da enquete, falta segurança para a ideia ser aplicada.</p>
<p><span style="color: #000000; font-family: verdana, arial, tahoma; font-size: x-small;"><strong>Os corredores de ônibus devem ser compartilhados com as bicicletas?</strong></span></p>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td><span style="color: #000000; font-family: verdana, arial, tahoma; font-size: xx-small;">Sim. A Prefeitura deve pensar nisso já</span></td>
<td nowrap="nowrap">
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<table width="72" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<table width="72" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td nowrap="nowrap" bgcolor="#cccccc" width="19%"><span style="font-size: xx-small;"><img src="http://www.enquetes.com.br/img/pixel.gif" alt="" width="0" height="6" border="0" /></span></td>
<td nowrap="nowrap" width="81%"><span style="font-size: xx-small;"><img src="http://www.enquetes.com.br/img/pixel.gif" alt="" width="0" height="6" border="0" /></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td nowrap="nowrap"><span style="color: #000000; font-family: verdana, arial, tahoma; font-size: xx-small;">19,23%</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="color: #000000; font-family: verdana, arial, tahoma; font-size: xx-small;">Sim, mas não já. Uma campanha deve ser feita antes</span></td>
<td nowrap="nowrap">
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<table width="72" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<table width="72" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td nowrap="nowrap" bgcolor="#cccccc" width="26%"><span style="font-size: xx-small;"><img src="http://www.enquetes.com.br/img/pixel.gif" alt="" width="0" height="6" border="0" /></span></td>
<td nowrap="nowrap" width="74%"><span style="font-size: xx-small;"><img src="http://www.enquetes.com.br/img/pixel.gif" alt="" width="0" height="6" border="0" /></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td nowrap="nowrap"><span style="color: #000000; font-family: verdana, arial, tahoma; font-size: xx-small;">26,92%</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="color: #000000; font-family: verdana, arial, tahoma; font-size: xx-small;">Não. Nunca haverá segurança para os ciclistas</span></td>
<td nowrap="nowrap">
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<table width="72" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<table width="72" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td nowrap="nowrap" bgcolor="#cccccc" width="42%"><span style="font-size: xx-small;"><img src="http://www.enquetes.com.br/img/pixel.gif" alt="" width="0" height="6" border="0" /></span></td>
<td nowrap="nowrap" width="58%"><span style="font-size: xx-small;"><img src="http://www.enquetes.com.br/img/pixel.gif" alt="" width="0" height="6" border="0" /></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td nowrap="nowrap"><span style="color: #000000; font-family: verdana, arial, tahoma; font-size: xx-small;">42,31%</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="color: #000000; font-family: verdana, arial, tahoma; font-size: xx-small;">Não. O transporte coletivo deve usar com exclusividade</span></td>
<td nowrap="nowrap">
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<table width="72" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<table width="72" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td nowrap="nowrap" bgcolor="#cccccc" width="11%"><span style="font-size: xx-small;"><img src="http://www.enquetes.com.br/img/pixel.gif" alt="" width="0" height="6" border="0" /></span></td>
<td nowrap="nowrap" width="89%"><span style="font-size: xx-small;"><img src="http://www.enquetes.com.br/img/pixel.gif" alt="" width="0" height="6" border="0" /></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
<td nowrap="nowrap"><span style="color: #000000; font-family: verdana, arial, tahoma; font-size: xx-small;">11,54%</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Uma nova enquete já está disponível no site. A pergunta é em relação ao projeto de integração do transporte coletivo.</p>
<p>&#8212;-</p>
<form name="frm1013565"><strong>Quando os transportes coletivos da região serão integrados??</strong></p>
<input type="radio" name="opcao" value="5424423" />1º de fevereiro, como disse o Seterb</p>
<input type="radio" name="opcao" value="5424424" />Só no próximo governo</p>
<input type="radio" name="opcao" value="5424425" />Em 2050, ora</p>
<input type="radio" name="opcao" value="5424426" />Nunca serão</form>
<form name="frm1013565">VOTE NA PÁGINA INICIAL DO SITE</form>
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		<title>A Privataria Tucana e o Teorema de Bob Jeff</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 23:51:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[A Privataria Tucana]]></category>
		<category><![CDATA[Amauri Ribeiro Jr]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[tucanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Toda denúncia bem fundamentada e com provas documentais precisa ser investigada, independente das ações praticadas pelo autor anteriormente]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://controversas.com/wp-content/uploads/2011/12/privataria-tucana1-480x364.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5262" style="margin: 2px;" title="privataria-tucana1-480x364" src="http://controversas.com/wp-content/uploads/2011/12/privataria-tucana1-480x364-300x125.jpg" alt="" width="300" height="125" /></a>Na sexta-feira passada (9), foi lançado nas livrarias brasileiras, o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Junior. A obra contém denúncias contra o governo Fernando Henrique Cardoso, acusando líderes tucanos como o ex-governador José Serra (ministro do Planejamento de FHC) de ter recebido propinas nas vendas estatais brasileiras como a Telebrás.</p>
<p>A primeira edição do livro esgotou em 24 horas, já aparecendo entre os mais vendidos da semana. No entanto, os principais meios de comunicação do Brasil estão ignorando o assunto. A Folha de São Paulo quebrou o silêncio nesta quinta-feira, quase uma semana depois da publicação.</p>
<p>O PSDB reagiu e atacou o jornalista autor do livro. Normal. Qualquer legenda faria o mesmo. Mas chama a atenção o comportamento da mídia . Muitos afirmam que a obra não pode ser levada a sério, já que o jornalista,quando foi preso durante a campanha de 2010, acusando de tentar invadir contas da família do Serra, então candidato a presidência.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>O Teorema de Bob Jeff entra em ação!</strong></p>
<p>Em 2005, havia uma denúncia de corrupção nos Correios, órgão do governo que estava sob comando do PTB. O caso envolveu o presidente nacional da legenda, Roberto Jefferson, que foi chamado no Congresso para dar explicações. Bob Jeff, como foi apelidado, nunca conseguiu explicar o caso dos Correios, mas aproveitou os microfones e os holofotes para denúnciar um esquema de compra de deputados feito pelo governo, o popular MENSALÃO.</p>
<p>Jefferson não era uma pessoa com credibilidade na época, pelo contrário, estava sendo acusado de corrupção. Mas o conteúdo da denúncia foi levado a sério e as investigações do Mensalão começaram. José Dirceu caiu, foi cassado e os envolvidos viraram réus na Justiça, que acatou o processo. O caso continua tramitando em Brasília.</p>
<p>Sendo assim, a obra de <strong><a href="http://carlostonet.wordpress.com/2011/12/13/privataria-tucana-ainda-nao-li-mas-acho-que-vale-a-pena-ler/" target="_blank">Amaury Junior, que já trabalhou em Blumenau</a></strong> (conforme lembrou o Carlos Tonet), precisa ser levada a sério. Os fatos apresentados no livro devem ser investigados, independente da acusação contra o jornalista. Não se trata de denuncismo barato, pois os assuntos abordados, já foram alvo de denúncias no passado, inclusive reportados pela <strong><a href="http://www.tijolaco.com/wp-content/uploads/2011/12/veja.jpg" target="_blank">Revista Veja</a></strong>.</p>
<p>O PSDB tem todo o direito de xingar o autor, de chamar de lixo, farsa, etc. Eles são os alvos da denúncia. Inaceitável é a imprensa brasileira tentar esconder o assunto. Inaceitável e estúpido, pois não há como esconder mais nada em um mundo globalizado pela internet.</p>
<p>&#8212;-</p>
<p><em>Ps. Ainda não li, mas A Privataria Tucana está na lista de livros para eu ler. Quando comprar, a obra ficará ao lado de &#8220;Honoráveis Bandidos, um retrato do Brasil na Era Sarney&#8221; na minha estante.</em></p>
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		<title>O poder permanente de derrubar governos</title>
		<link>http://controversas.com/midia/o-poder-permanente-de-derrubar-governos/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 23:24:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Portal Controversas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[governo Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[poder]]></category>
		<category><![CDATA[queda de ministros]]></category>

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		<description><![CDATA[O Portal Controversas publica o artigo da jornalista Maria Inês Nassif, sobre a série de queda de ministros do governo Dilma e sua relação com os grandes veículos de comunicação]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><strong>POR MARIA INÊS NASSIF</strong></em><br />
<em><strong>Jornalista</strong></em></p>
<p>A corrupção do sistema político merece uma reflexão para além das manchetes dos jornais tradicionais. Em especial neste momento que o país vive, quando a nova democracia completou 26 anos e a política, que é a sua base de representação, se desgasta perante a opinião pública. Este é o exato momento em que os valores democráticos devem prevalecer sobre todas as discordâncias partidárias, pois chegou no limite de uma escolha: ou diagnostica e aperfeiçoa o sistema político, ou verá sucumbi-lo perante o descrédito dos cidadãos.</p>
<p>O país pós-redemocratização passou por um governo que foi um fracasso no combate à inflação, um primeiro presidente eleito pelo voto direto pós-ditadura apeado do poder por denúncias de corrupção, dois governos tucanos que, com uma política antiinflacionária exitosa, conseguiram colocar o país no trilho do neoliberalismo que já havia grassado o mundo, e por fim dois governos do PT, um partido de difícil assimilação por parcela da população. Nesse período, a mídia incorporou como poder próprio o julgamento e o sentenciamento moral, numa magnitude tal que vai contra qualquer bom senso.</p>
<p>Este é um assunto difícil porque pode ser facilmente interpretado como uma defesa da corrupção, e não é. Ou como questionamento à liberdade de imprensa, e está longe disso. O que se deve colocar na mesa, para discussão, é até onde vai legitimidade da mídia tradicional brasileira para exercer uma função fiscalizadora que invade áreas que não lhes são próprias. Existe um limite tênue entre o exercício da liberdade de imprensa na fiscalização da política e a usurpação do poder de outras instituições da República.</p>
<p>Outra questão que preocupa muito é que a discussão emocional, fulanizada, mantida pelos jornais e revistas também como um recurso de marketing, têm como maior saldo manter o sistema político tal como é. É impossível uma discussão mais profunda nesses termos: a escandalização da política e a demonização de políticos trata-os como intrinsicamente corruptos, como pessoas de baixa moral que procuram na atividade política uma forma de enriquecimento privado. Ninguém se pergunta como os partidos sobrevivem mantidos por dinheiro privado e que tipo de concessão têm que fazer ao sistema.</p>
<p>Desde Antonio Gramsci, o pensador comunista italiano que morreu na masmorra de Mussolini, a expressão “nenhuma informação é inocente” tem pontuado os estudos sobre o papel da imprensa na formulação de sensos comuns que ganham a hegemonia na sociedade. Gramsci já usava o termo “jornalismo marrom” para designar os surtos de pânico promovidos pela mídia, de forma a ganhar a guerra da opinião pública pelo medo.</p>
<p>No Brasil atual, duas grandes crises de pânico foram alimentadas pela mídia tradicional brasileira no passado recente. Em 2002, nas eleições em que o PT seria vitorioso contra o candidato do governo FHC, a mídia claramente mediou a pressão dos mercados financeiros contra o candidato favorito, Luiz Inácio Lula da Silva. Tratava-se, no início, de fixar como senso comum a referência “ou José Serra [o candidato tucano] ou o caos”.</p>
<p>Depois, a meta era obrigar Lula e o PT ao recuo programático, garantindo assim a abertura do mercado financeiro, recém-completada, para os capitais internacionais. Em 2005, na época do chamado “mensalão”, o discurso do caos foi redirecionado para a corrupção. Politicamente, era uma chance fantástica para a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a única alternativa para se contrapor a um líder carismático em popularidade crescente era tirar de seu partido, o PT, a bandeira da moralidade. A ofensiva da imprensa, nesse caso, não foi apenas mediadora de interesses. A mídia não apenas mediava, mas pautava a oposição e era pautada por ela, num processo de retroalimentação em que ela própria [a mídia] passou a suprir a fragilidade dos partidos oposicionistas. Ao longo desse período, tornou-se uma referência de poder político, paralelo ao instituído pelo voto.</p>
<p>Eleita Dilma Rousseff, a oposição institucional declinou mais ainda, num país que historicamente voto e poder caminham juntos, e ao que tudo indica a mídia assumiu com mais vigor não apenas o papel de poder político, mas de bancada paralela. Dilma está se tornando uma máquina de demitir ministros. Nas primeiras demissões, a ofensiva da mídia deu a ela um pretexto para se livrar de aliados incômodos, nas complicadas negociações a que o Poder Executivo se vê obrigado em governos de coalizão num sistema partidário como o brasileiro. Caiu, todavia, numa armadilha: ao ceder ministros, está reforçando o poder paralelo da mídia; em vez de virar refém de partidos políticos que, de fato, têm deficiências orgânicas sérias, tornou-se refém da própria mídia.</p>
<p>As ondas de pânico criadas em torno de casos de corrupção, desde Collor, têm servido mais a desqualificar a política do que propriamente moralizar a nossa democracia. Mais uma vez, volto à frase de Gramsci: não existe notícia inocente. O Brasil saído da ditadura já trazia, como herança, um sistema político com problemas que remontam à Colônia. O compadrio, o mandonismo e o coronelismo são a expressão clássica do que hoje se conhece por nepotismo, privatização da máquina pública e falha separação entre o público e o privado. A política tem sido constituída sobre essas bases e, depois de cada momento autoritário e a cada período de redemocratização no país, seus problemas se desnudam, soluções paliativas são dadas e a cultura fica. Por que fica? Porque é a fonte de poderes – poderes privados que podem se sobrepor ao poder público legitimamente constituído.</p>
<p>O sistema político é mantido por interesses privados, e é de interesse de gregos e troianos que assim permaneça. Segundo levantamento feito pela Comissão Especial da Câmara que analisa a reforma política, cerca de 360 deputados, em 513, foram eleitos porque fizeram as mais caras campanhas eleitorais de seus Estados. Com dinheiro privado. Em sã consciência, com quem eles têm compromissos? Eles apenas tiveram acesso aos instrumentos midiáticos e de marketing político cada vez mais sofisticados porque foram financiados pelo poder econômico. É o interesse privado quem define se o dinheiro doado aos candidatos e partidos é lícito ou ilícito.</p>
<p>O dinheiro do caixa dois passou a fazer parte desse sistema. Não existe nenhum partido, hoje, que consiga se financiar privadamente – como define a legislação brasileira – sem se envolver com o dinheiro das empresas; e são remotíssimas as chances de um político financiado pelo poder privado escapar de um caixa dois, porque normalmente é o caixa dois das empresas que está disponível. Num sistema eleitoral onde o dinheiro privado, lícito e ilícito, é o principal financiador das eleições, ocorre a primeira captura do sistema político pelo poder privado. E isso não acaba mais.</p>
<p>Esse é o âmago de nosso sistema político. A democratização trouxe coisas fantásticas para a política brasileira, como o voto do analfabeto, a ampla liberdade de organização partidária e a garantia do voto. Mas falhou no aperfeiçoamento de um sistema que obrigatoriamente teria de ser revisto, no momento em que o poder do voto foi restabelecido pela Constituição de 1988.</p>
<p>Num sistema como esse, por qualquer lado que se mexa é possível desenrolar histórias da promiscuidade entre o poder público e o dinheiro privado. Por que isso não entra, pelo menos, em discussão? Acredito que a situação permaneça porque, ao fim e ao cabo, ela mantém o poder político sob o permanente poder de chantagem privado. De um lado, os financiadores de campanhas se apoderam de parcela de poder. De outro, um sistema imperfeito torna facilmente capturável o poder do voto também por aparelhos privados de ideologia, como a mídia. Como nenhuma notícia é inocente, a própria pauta leva a relações particulares entre políticos e o poder econômico, ou entre a máquina pública e o partido político. A guerra permanente entre um governo eleito que tem a oposição de uma mídia dominante é alimentada pelo sistema.</p>
<p>O apoderamento da imprensa é ainda maior. Se, de um lado, a pauta expressa seu imenso poder sobre a política brasileira, ela não cumpre o papel de apontar soluções para o problema. Não existe intenção de melhorá-lo, de atacar as verdadeiras causas da corrupção. Apesar da imensa caça às bruxas movida pela mídia contra os governos, em nenhum momento essa sucessão de escândalos, reais ou não, incluíram seriamente a opinião pública num debate sobre a razão pela qual um sistema inteiro é apropriado pelo poder privado, inclusive e principalmente porque não se questiona o direito de apropriação do poder público pelo poder privado. A mídia tradicional não fez um debate sério sobre financiamento de campanha; não dá a importância devida à lei do colarinho branco; colocou a CPMF, que poderia ser um importante instrumento contra o dinheiro ilícito que inclusive financia campanhas eleitorais, no rol da campanha contra uma pretensa carga insuportável de impostos que o brasileiro paga.</p>
<p>Pode fazer isso por superficialidade no trato das informações, por falta de entendimento das causas da corrupção – mas qualquer boa intenção que porventura exista é anulada pelo fato de que é este o sistema que permite à imprensa capturar, para ela, parte do poder de instituições democráticas devidamente constituídas para isso.</p>
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		<title>Orlando, a faxina, a imprensa e o governo</title>
		<link>http://controversas.com/midia/orlando-a-faxina-a-imprensa-e-o-governo/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 02:56:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[governo federal]]></category>
		<category><![CDATA[Orlando Silva]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>

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		<description><![CDATA[A esquerda burra se desespera. A direita burra se empolga. A queda dos ministros do governo Dilma...o buraco é mais embaixo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A queda do ministro Orlando Silva gerou pânico em parte da esquerda e euforia em parte da direita. AMBOS acham que Dilma está sendo guiada pela Revista Veja. Que é a &#8220;grande imprensa&#8221; a responsável pela queda dessa turma no primeiro ano do governo Dilma. Tudo bobagem. O buraco é bem mais embaixo.</p>
<p>- Palocci nunca foi unanimidade no PT. Qualquer um poderia deduzir que ele não ficaria no governo nos 4 anos. Tinha muita gente dentro do governo para derrubá-lo. Creditar a queda à Folha de São Paulo é bobagem.</p>
<p>- O antigo ministro do Turismo, Pedro Novais, é uma piada. É tipo o Severino Cavalcanti na presidência da Câmara. Ninguém sabe como chegou lá, mas todos sabiam que ia cair. Tanto que a própria PF tratou de tirá-lo.</p>
<p>- Alfredo Nascimento foi derrubado internamente. A Veja descobriu que ele ia cair, aí divulgou a notícia. Sua demissão já estava em andamento quando a imprensa divulgou.</p>
<p>- Wagner Rossi foi denunciado por alguém do próprio PMDB.</p>
<p>- Orlando Silva foi denunciado por um ex-comunista. Aliás, o próprio PC do B sabe que o problema no ministério do Esporte ainda está lá.</p>
<p>VAMOS PARAR COM ESSA PALHAÇADA &#8220;SUPER-IMPRENSA&#8221;, ENTÃO?</p>
<p>O militante de esquerda que critica Dilma pela saída dos ministros é fanático e cheio de teorias da conspiração do &#8220;PIG&#8221;. O militante da direita (sim, isso existe e está cheio em Blumenau) que comemora o &#8220;trabalho da imprensa&#8221; é apenas um fanático antilulista. Aceita Dilma por que ela não é pobre, nordestina, etc.</p>
<p>Não há como um coazizão que reúna PT-PMDB-PSB-PDT-PCdoB-PP-PR-PSD consiga governar sem conflitos internos. Preste bem atenção de onde surgiram as denúncias contra os ministros que caíram. Quase sempre de gente próxima, de dentro do governo.</p>
<p>O próximo ministro a cair também estará nesta situação. O partido não o quer e já tentou derrubá-lo. Como não conseguiram, irão buscar um escândalo público&#8230;aí Dilma mandará embora, pois ela já deixou claro que gente encrencada não fica no ministério.</p>
<p>É inacreditável que parte da esquerda acredite que Dilma esteja se distanciando de Lula. Pior: querem a volta dele em 2014. Será que a história do Brasil não serve de lição?</p>
<p>Palpite deste blogueiro. Dilma concorrerá a reeleição e terá outro candidato a vice. Ele será de um partido da base aliada que fingiu independência, mas para conquistar mais espaço. Esse partido vai trazer parte da oposição junto.</p>
<p>E o Michel Temer? Bom, que me desculpe o Tarciso Souza, colunista do Controversas, mas confiar no PMDB é um negócio complicado. A Veja não tem força para derrubar a Dilma. A imprensa inteira unida, o PIG como alguns gostam de chamar, também não. Somente o PMDB pode fazer isso. Quem mandou entregar a vice-presidência para eles&#8230;</p>
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