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	<title>Portal Controversas &#187; Política</title>
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	<description>Blumenau por outro ângulo</description>
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		<title>Muito além da privatização</title>
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		<pubDate>Sun, 20 May 2012 23:35:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Livro de Ivan Naatz debate a participação do povo nas decisões mais importantes para um município. Uma reflexão sobre a democracia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi lançado na última quinta-feira (17), o livro &#8220;O Caso do Esgotamento Sanitário de Blumenau&#8221;, do advogado Ivan Naatz, com base na sua dissertação do mestrado em Desenvolvimento Regional que ele recentemente concluiu na Furb. Lançada nas vésperas de uma eleição por um pré-candidato a prefeito (pelo PDT), a obra não é uma simples denúncia contra a Prefeitura e sim uma reflexão sobre a democracia.</p>
<p>&#8220;O Caso do Esgotamento Sanitário de Blumenau&#8221; não é uma obra no estilo &#8220;A Privataria Tucana&#8221;. O livro de Amauri Ribeiro Junior, lançado do final do ano passado, é uma grande reportagem denunciado a corrupção no processo de privatização das telecomunicações no país. Já o livro de Naatz utiliza o caso da privatização do esgoto em Blumenau para discutir os instrumentos de participação direta da população em assuntos que envolva toda uma cidade.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição&#8221;</em></p></blockquote>
<p>Naatz começou o debate que antecedeu o lançamento do livro na Furb citando o parágrafo único do artigo 1 da Constituição Federal de 1988. O povo pode execer o poder diretamente, sem necessariamente usar os representantes no Legislativo. Mas quais são os instrumentos para fazer isso? Plebiscitos? Referendos? Audiências públicas? Abaixo-assinados?</p>
<p>O que Ivan Naatz quer mostrar no livro é que no caso do esgoto de Blumenau, a população não foi consultada e as manifestações contrárias ao processo de privatização foram ignoradas. O povo não teve o poder, que ficou concentrado nas mãos de &#8220;meia dúzia&#8221;, como alguns disseram durante o debate.</p>
<p>Estamos há um pouco mais de quatro meses das eleições e o &#8220;O Caso do Esgotamento Sanitário de Blumenau&#8221; serve como reflexão. Quem é que realmente manda nessa cidade? Quem toma as decisões mais importantes? Você está satisfeito como as coisas acontecem por aqui?</p>
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		<title>Bastidores &#8211; quem quer um vice?</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 21:05:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[eleições 2012]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem será vice de quem nesta eleição? Para onde vão PMDB e PP, antigos rivais que monopolizam a disputa na cidade? Quantos candidatos teremos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 30 de junho, saberemos quais serão as chapas que disputarão a eleição deste ano na cidade. Somente no dia 30, último dia para as convenções partidárias. O jogo anda tão aberto nas composições de alianças que tudo pode acontecer. Vejamos o atual cenário.</p>
<p><em><strong>PT</strong></em><br />
Ana Paula Lima é a candidata do partido, talvez, a mais garantida para a disputa a partir de julho. É praticamente impossível a legenda desistir da candidatura própria e ela já venceu uma prévia interna. Vice? PDT, PP, PCdoB, PV e até PMDB podem indicar. Chances maiores para PDT e PP.</p>
<p><em><strong>PSD</strong></em><br />
O partido do prefeito foi o primeiro a colocar o bloco na rua, a pré-candidatura do deputado estadual Jean Khulmann. Mas não é 100% certo que ele vá a disputa. Há quem diga que que antiga tríplice aliança possa ressurgir e neste caso, ou ele ou Napoleão teria que desistir. Vice? César Botelho (PMDB), Edson Brunsfeld (PR), João Pizzolatti Neto (PP) e até Marcelo Schrubbe (DEM) são cogitados. Favoritismo para Botelho e Pizzolatti Neto. O primeiro para manter a atual aliança e o segundo em caso de um acerto estadual, já que progressistas e kassabistas estão de rolo no Palácio D&#8217;Agronômica.</p>
<p><em><strong>PSDB</strong></em><br />
Napoleão Bernardes precisa dizer quase que uma vez por semana que não vai desistir da candidatura em favor de Jean Khulmann (PSD). A imprensa governista bate nesta tese há alguns meses. Mas o tucano garante que irá a disputa, mesmo que sozinho ou coligado apenas com o que sobrou do DEM. Vice? César Botelho ou Paulo França (PMDB), Jovino Cardoso Neto (DEM) ou João Pizzolatti Neto (PP). Fontes controversas garantem que já há um acerto entre PMDB e PSDB, faltando apenas o aval de Renato Vianna, eterno cacique peemedebista.</p>
<p><strong><em>PDT</em></strong><br />
Se Napoleão Bernarde precisa responder que é candidato uma vez por semana, Ivan Naatz faz isso quase que diariamente. Isto porque parte do próprio PDT quer a coligação com Ana Paula Lima (PT), colocando  Naatz como vice na chapa. Mas o advogado tem um ponto forte a seu favor: o descontentamento do presidente estadual Manoel Dias com os petistas, por causa da não indicação ao Ministério do Trabalho. E em SC todo mundo sabe, quem manda no PDT daqui é o velho Maneca. Sendo candidato a prefeito o PDT busca o PCdoB para vice, ou o PV.</p>
<p><em><strong>PCdoB</strong></em><br />
Os comunistas já lançaram Arnaldo Zimmermann como pré-candidato e são assediados por PT e PDT. Os boatos que correm na cidade é que eles já teriam aceito ser vice de Naatz, informação negada oficialmente. Porém, o velho partidão confirma um bom entendimento com os brizolistas.</p>
<p><em><strong>PMDB</strong></em><br />
Vai ser vice de alguém, só não se sabe de quem. PSD, PSDB e PT o assediam. Vantagem para os tucanos, que tem a simpatia da maioria dos peemedebistas. No entanto, a ofensiva que os kassabistas estão fazendo na cidade pode dar resultado. Como muitos dizem, quem manda na legenda é Renato Vianna e ponto final. César Botelho e Paulo França são os nomes a disposição.</p>
<p><em><strong>PP</strong></em><br />
Vai ser vice de alguém, só não se sabe de quem. PSD, PSDB e PT o assediam. A vantagem até agora era dos petistas, mas a aliança PSD-PP em Florianópolis pode mudar o quadro por aqui. João Pizzolatti Neto e Cezar Cim são os nomes.</p>
<p><em><strong>PR</strong></em><br />
Por um tempo, o PR blumenauense falou em candidatura própria. Mas agora, a turma de Edson Brunsfeld já comenta em coligação. A legenda cresceu na cidade e possui nomes fortes para a disputa majoritária. Se depender os filiados aqui, a sigla fecha com o PSD. Se a decisão ficar com o diretório estadual/nacional, a aliança é com o PT. Vantagem clara para as pretensões Brunsfeld, vice-prefeito no primeiro mandato de João Paulo.</p>
<p><em><strong>DEM</strong></em><br />
O que sobrou do DEM está dividido entre um apoio ao PSDB e ao PSD. E`visível que a turma de Jovino Cardoso prefere Napoleão e a turma de Schrubbe quer Jean Kuhlmann. Enfraquecido, os demos deverão ficar com o que sobrar, correndo risco de nem indicar um vice.</p>
<p><em><strong>PV</strong></em><br />
Tem um pré-candidato próprio, Juliano Gonçalves, mas deve coligar com alguém da oposição. Resta saber se será com o PT ou com o PDT.</p>
<p><em><strong>PSOL</strong></em><br />
Vai se Harmut Kraft, metalúrgico que foi candidato a vice-prefeito em 2008.  Legenda independente, é nome certo na disputa, apesar das chances remotas.</p>
<p><em><strong>DEMAIS PARTIDOS</strong></em><br />
Até agora, eles não participaram do jogo. Por isso, não ganham destaque neste post.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crise na Europa &#8211; culpa da esquerda?</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 21:28:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[_secundária]]></category>
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		<category><![CDATA[eleições na França]]></category>
		<category><![CDATA[François Hollande]]></category>
		<category><![CDATA[Grécia]]></category>

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		<description><![CDATA[A Europa começa dizer não ao neoliberalismo e a austeridade defendida pela Alemanha. Porém, para a imprensa brasileira, a culpada da crise é a social-democracia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém já parou para ler os editoriais do Grupo RBS? Se as redações dos jornais do grupo possuem uma certa independência de opinião, é nos editoriais que a empresa gaúcha expressa toda sua ideologia. O editorial de terça-feira (8) é um ótimo exemplo. Intitulado &#8220;vítimas da austeridade&#8221;, o artigo discute a vitória do Partido Socialista na França e das eleições parlamentares gregas, marcadas pelo avanço das extremas direita e esquerda.</p>
<p>Para os chefões da RBS, a crise na Europa tem um culpado: a SOCIAL DEMOCRACIA, modelo de governo de &#8220;centro-esquerda&#8221;, que propõe o bem estar social do povo através do Estado, deixando os demais setores para a iniciativa privada. Na visão da RBS, o modelo era &#8220;irreal&#8221;, feitas em um período de &#8220;fantasia&#8221;.</p>
<p>O autor do artigo esquece que a Europa também passou por uma onda neoliberal na década de 90. O lema era, &#8220;vender o Estado e fazer dinheiro&#8221;. A Islândia, por exemplo, vendeu praticamente todas as estatais, deixou a sua principal atividade econômica, a pesca, de lado, e passou a investir no capital especulativo do maravilhoso mundo do neoliberalismo. A ilha viveu anos de fantasia e foi a PRIMEIRA A CAIR com a crise de 2008.</p>
<p>O editorial diz ainda &#8220;O Brasil, que vive hoje um cenário de pleno emprego, dificilmente conseguirá se manter alheio à crise se não promover reformas estruturais&#8221;. Hummm. Em plena crise de 2008, o então governador de São Paulo José Serra (PSDB) anunciava o apocalipse em palestras. Dizia que o governo federal estava se suicidando ao incentivar o consumo. Defendia um modelo de austeridade, exatamente o contrário do que fez o presidente Lula.</p>
<p>A história no Brasil todo mundo já sabe. Foi apostando no crescimento, abrindo o cofre e colocando o pobre no sistema, que o país superou a crise. É mais ou menos o que defende o presidente eleito francês, François Hollande: que a União Europeia incentive o crescimento dos países, ao invés de mandar apenas cortar gastos.</p>
<p>O caso da Grécia é mais complicado. A crise é muito maior, assim como foi na Argentina há alguns anos. A solução dos hermanos foi o calote e ao que parece, será o mesmo caminho dos gregos.</p>
<p>Uma nação sem um Estado forte não consegue criar medidas para fugir de uma crise. Nenhum país que adotou o &#8220;neoliberalismo pleno&#8221; nos anos 90 está bem hoje. A Alemanha, a mais forte das nações europeias, esteve nas mãos da Social Democracia até 2005.</p>
<p>Eu pergunto: quem é o culpado da crise na Europa? A Social Democracia, que reergueu um continente destruído por duas guerras e colocou os país entre os melhores em qualidade de vida por décadas, ou o neoliberalismo, a modinha dos anos 90 que estourou a Argentina e quase levou o Brasil?</p>
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		<title>Bastidores: PSDB e PMDB mais próximos</title>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 03:51:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Aproximação dos peemedebistas com Napoleão Bernardes está cada vez maior. Resta saber se esse namoro vai dar casamento no dia 30 de junho]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>NAMORANDO</strong></em></p>
<p>PSDB e PMDB estão cada vez mais próximos em Blumenau. A aliança entre as legendas começou na Câmara de Vereadores, onde possuem um bloco parlamentar e está perto de se confirmar. Há um bom entendimento entre o pré-candidato tucano, Napoleão Bernardes e dois caciques peemedebistas: Paulo França e César Botelho. Para muitos, fala o &#8220;ok&#8221; do ex-prefeito Renato Vianna para a coligação ser anunciada.</p>
<p>A tal pressão estadual por um aliança PSD/PMDB não existe mais. Os dois partidos estão se desentendendo em várias cidades, principalmente Florianópolis, foram viraram antagônicos. A boataria é que nem o senador Luiz Henrique da Silveira, um padrinho da eleição de Raimundo Colombo, anda se entendendo com os kassabistas catarinenses. Com isso, o PMDB de Blumenau ganha autonomia total para se coligar com quem quiser.</p>
<p><strong><em>BRIGANDO</em></strong></p>
<p>O pré-candidato a prefeito Ivan Naatz (PDT) não engoliu a informação que o seu partido estaria fechando uma aliança com o PT para ter a coordenaçao da campanha, notícia divulgada na coluna da Giovana no Santa. Pelo twitter, atacou o PT blumenauense e citou a eleição de 2008. Os petistas reagiram e disseram que não há nada de coligação formada.</p>
<p>Quando Naatz entrou no PDT em 2011, perguntei ao então presidente da sigla, Roberto da Luz, se a candidatura própria era verdadeira ou um balão de ensaio, como a de Valdecir Mengarda em 2008. &#8220;O Naatz não é o Mengarda&#8221;, resumiu. Este jornalista-blogueiro continua em dúvida&#8230;</p>
<p>Há quem diga que a não escolha de Manoel Dias para o Ministério do Trabalho pode afastar os brizolistas do Estado e com isso, ajudar a candidatura própria de Naatz. Opinião minha: que o PDT de Blumenau, com a história que tem, tome sua decisão, seja lá qual ela for, pensando no cenário local, respeitando a opinião dos seus filiados. Dias não merecia o ministério, sinceramente!</p>
<p><em><strong>CALIBRANDO</strong></em></p>
<p>A deputada Ana Paula Lima está calibrando o discurso para a eleição. Na audiência pública sobre a violência na cidade, ocorrida quarta-feira na Câmara, ela atacou pesado e com classe o prefeito. Em meio a tantas críticas ao governador feitas pelos outros, Ana lembrou que o Kleinübing é aliado de primeira hora de Colombo, mas que até agora não usou sua influência para conseguir mais policiais para a cidade.</p>
<p><em><strong>A RECLAMAÇÃO DO PSOL</strong></em></p>
<p>O presidente do PSOL de Blumenau, Osni Vagner, entrou em contato com o Portal Controversas para reclamar da ausência do candidato do partido a prefeito, Hartmut Kraft, na pesquisa feita pelo Ipac (e divulgada no site). Ele tem toda a razão. Uma pesquisa pode ignorar um pré-candidato, mesmo que ele seja desconhecido e de um partido minúsculo. As pesquisas nesta época servem para isso: para as legendas avaliarem o potencial de cada um.</p>
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		<title>A CPI do Ecad e a ministra da Cultura</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 03:46:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Portal Controversas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte/Lazer]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Ana de Hollanda]]></category>
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		<description><![CDATA[Ana de Hollanda quer enganar a “rapaziada” e diz que não tem nada a ver com Ecad. Leia artigo de Renato Rovai, editor da Revista Fórum]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><strong>POR <a href="http://www.revistaforum.com.br/blog/2012/04/25/ana-de-hollanda-quer-enganar-a-rapaziada-e-diz-que-nao-tem-nada-a-ver-com-ecad/" target="_blank">RENATO ROVAI</a>,</strong></em><br />
<em><strong>blogueiro e editor da Revista Fórum </strong></em></p>
<p>Na terça-feira (24), o senador Lindberg Farias (PT-RJ) apresentou à CPI do Ecad seu relatório que será votado em sessão no dia 26/04, às 9 horas, no Plenário 1, da Ala Nilo Coelho, no Senado Federal.</p>
<p>A Frente de Cultura no Congresso fez um resumo da investigação. O leitor vai ver que não há nada que não tenha sido dito por aqui e por outras paragens enquanto a ministra Ana de Hollanda fazia cara de paisagem e montava sua equipe de governo com gente da confiança do ECAD.</p>
<p>Como a casa caiu, agora Ana de Hollanda faz de conta que ECAD é ECAD e Ana é Ana. E que isso que andam falando por aí é coisa dessa rapaziada que gosta de internet e até lê blog. Sim, a ministra falou ontem na CPI que tem uma rapaziada que gosta de Internet e que precisa começar a ler livros no Ipad e que com isso o mercado dos livros vai crescer. E que essa rapaziada também gosta de ler blogues.</p>
<p>Bom, mas leia o resumo do relatório (é curtinho) e depois algumas “maldades” dessa “rapaziada” da internet.</p>
<p><em><strong>Principais tópicos levantados pelo relatório:</strong></em></p>
<p>A CPI investigou por um ano e conclui que:</p>
<blockquote><p><em>“… o sistema de gestão coletiva de direitos autorais, que tem como entidade central o ECAD, necessita de uma profunda mudança, razão pela qual concluiu pela aprovação de um projeto de lei que modifica todo o sistema de gestão coletiva.</em>”</p></blockquote>
<p>Além do projeto de Lei a o relatório gerou 26 recomendações ao Ministério Público, OAB, Poder Executivo e Poder Legislativo.</p>
<p>Para o Ministério Públcio o relator faz onze recomendações das quais propõe o indiciamento de vários dirigentes das associações e do ECAD, pela prática de crime de falsidade ideológica, apropriação indébita, agiotagem e crime contra a ordem econômica.</p>
<p>Para o Poder Executivo foram treze recomendações ao poder executivo, entre elas sugere:</p>
<blockquote><p><em>• Ao Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência o rápido julgamento e a efetiva condenação do Ecad e de suas associações pela prática de Cartel, com a aplicação das sanções cabíveis;</em><br />
<em> <em>• </em>À Receita Federal, o Relator recomenda que faça uma minuciosa auditoria nas contas do Ecad e das nove associações que o compõem;</em><br />
<em> <em>• </em>À Presidência da República, o Relator recomenda que envie, com urgência constitucional, o projeto de lei que reforma a Lei de Direitos Autorais;</em><br />
<em> <em>• </em>Que seja criada no Ministério da Justiça a Secretaria Nacional de Direitos Autorais – SNDA e o Conselho Nacional de Direitos Autorais – CNDA, estruturas administrativas com competência para regular, mediar conflitos e fiscalizar as entidades de gestão coletiva de direitos autorais. Que, após a criação da Secretaria e do Conselho, o Ministério da Justiça abra um amplo debate com a sociedade sobre a pertinência de criação de uma autarquia própria, autônoma, com competência para dispor sobre a gestão coletiva de direitos autorais.</em></p></blockquote>
<p>Para a OAB sugere:</p>
<blockquote><p><em>Que sejam remetidos ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) os depoimentos e demais documentos constantes nesta CPI relativos ao caso dos honorários advocatícios, referidos na Parte III, item 5, com recomendação para que a Ordem se pronuncie sobre a regularidade do procedimento adotado pela Assembléia Geral do Ecad.</em></p></blockquote>
<p>E por fim, para o Poder Legislativo, o Senador recomenda a aprovação do projeto de lei apresentado pela CPI que reforma o sistema de gestão coletiva de direitos autorais: “Dispõe sobre a Gestão Coletiva de Direitos Autorais e estabelece condições para o exercício das prerrogativas do Escritório Central cujo objetivo é a arrecadação e a distribuição dos direitos relativos à execução pública de obras musicais e literomusicais e de fonogramas.”</p>
<p><em><strong>Recordar é viver: comentário de Ana no blog do Grassi</strong></em></p>
<p><em>Oi Grassi,</em><br />
<em> Essa questão de direitos autorais tem provocado discussões calorosas pelo fato de mexer com altas cifras e propriedade privada, já que a criação artística é um bem inalienável, além de sustento profissional de um contingente enorme de artistas de todas as áreas. Com o surgimento da internet, celulares, com seus provedores, softers, empresas de telefonias e grandes grupos que englobam tudo acima, a criação é o elo mais fraco e fácil de se neutralizar com o irônico discurso de “democratização do acesso”. O mundo inteiro está discutindo como se ajustar à novas tecnologias e o Brasil não está fora disso. As diversas associações de músicos e compositores e seu escritório central, o ECAD, participam de congressos internacionais em busca de soluções que permitam o acesso sem deixar de remunerar os criadores.</em><br />
<em> Lembro que seu conterrâneo, Fernando Brant, além de um dos nossos maiores compositores é uma pessoa esclarecida e, com anos dedicados à luta, poderia ser entrevistado sobre o assunto.</em><br />
<em> beijos, Ana</em></p>
<p><em>Publicado no dia 18 de janeiro de 2008, se você não acredita na “rapaziada”, leia lá no blog do atual presidente da Funarte e ex-assessor de Aécio.</em></p>
<p><em>A propósito de Aécio Neves, como parte “daquela rapaziada” que “gosta de internet”, fuçando aqui e ali achei esse trecho do discurso do atorr na sua posse no governo de Minas. Pesquei num artigo do Carlos Henrique Machado de Freitas, vejam que beleza:</em></p>
<p><em>“Minas já mostra ao nosso país um outro olhar para as relações políticas e da gestão pública no nosso Brasil. Seguramente, Minas mais uma vez se coloca na vanguarda da política nacional. O meu trabalho, a partir de hoje, tem como eixo os direitos dos cidadãos alinhavando ações com outros estados da Federação e isso eu posso afirmar que parte deste trabalho já nasce facilitado pelo reconhecimento nacional à excelência da gestão do Governo de Minas”.</em></p>
<p><em><strong>Sobre os Direitos Autorais</strong></em></p>
<p>“Um dos projetos que será coordenado por Grassi é a criação de um fórum de discussão sobre direito autoral e lei de patente. O governador Aécio Neves destacou que o surgimento de novas mídias tem ampliado a necessidade de um debate mais aprofundado sobre o assunto. “Um dos desafios seria a criação do fórum de discussão sobre a questão do direito autoral e da lei de patente”. Podemos aqui de Minas construir algo que reflita-se pelo país, mas denso, coordenado, com uma discussão profunda que enfrente essa questão, sobretudo agora com o surgimento dessas novas mídias, da internet, enfim, inovações que determinam, quase que nos obrigam a renovar e ampliar esse debate que já se estende” (Agência de Minas).”</p>
<p><em><strong>Recordar é viver, parte 2</strong></em></p>
<p>A aproximação entre o atual ministério e o Ecad, não se explica apenas nos detalhes e nas cartinhas ou discursinhos dos seus principais “atores”. Logo que foi nomeada ministra, Ana de Hollanda retirou o selo de Creative Commons da página do Minc, ação totalmente oposta a que foi adotada por Gilberto Gil e Juca Ferreira durante o governo Lula.</p>
<p>Em seguida, nomeou Márcia Regina Barbosa como diretora de Direitos Intelectuais, indicada ao cargo por Hildebrando Pontes, advogado do Ecad. Tibério Gaspar, ex-fiscal do órgão, foi designado assessor especial da ministra no Rio de Janeiro. Nunca na história deste país nomes do Ecad foram trabalhar no Ministério da Cultura. Por que só com Ana?</p>
<p>Além disso, recentemente, o jornalista Jotabê Medeiros publicou uma reportagem no site Farofafá, que comentei e linkei aqui que reforçou ainda mais a relação do ministério de Ana com o ECAD. Segunda a matéria, um suposto favorecimento foi descoberto depois da análise de documentos emitidos pelas duas instituições. O Ecad confeccionou uma peça de defesa que circulou por Brasília em novembro do ano passado e o MinC a endossou, através de um parecer técnico enviado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Isso é coisa da rapaziada, ministra?</p>
<p>Enfim, a CPI do ECAD abriu parte da caixa preta da CBF da Cultura. Órgão que dita as regras da política atual do MinC no que diz respeito aos direitos autorais. E a ministra agora faz de conta que suas relações com a entidade eram apenas republicanas. Somos todos idiotas?</p>
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		<title>PSDB: governo ou oposição?</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 00:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2012]]></category>
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		<category><![CDATA[tucanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Tucanos reforçam o discurso de candidatura própria para as eleições deste ano, porém eles mantém os cargos no governo Kleinübing, que dificilmente abrirá mão de seu candidato]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Governou ou oposição, eis a questão? O que é mais interessante para um tucano? Suportar o fardo de ser o candidato governista ou armar-se na oposição para uma guerra nos próximos meses?</p>
<p>Eis o dilema do PSDB de Blumenau, um partido que a cada dia aumenta a mobilização pela candidatura do vereador Napoleão Bernardes a prefeito, mas que mantém secretarias, autarquias e cargos comissionados no governo do PSD. O tucanato parece querer deixar a decisão para a última hora, algo que pode custar caro, independente do que fizer.</p>
<p>No início do ano, quando o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) investia pesado nas principais cidades catarinenses para a manutenção da tríplice aliança (PMDB/PSDB/PSD), o tucanato blumenauense defendia a mesma proposta, mas exigia que Napoleão fosse o candidato do grupo, baseado em um tal &#8220;princípio da alternância&#8221;. Os tucanos articularam uma pressão para que Jean Kuhlmann desistisse da disputar o pleito.</p>
<p>A ação foi em vão. O projeto da tríplice perdeu força em cidades como Joinville e Florianópolis (principalmente na Capital, onde PSD e PMDB são antagônicos) e o deputado estadual kassabista deixou muito claro que não pretende pular fora do barco.</p>
<p>O PSDB manteve o projeto Napoleão e avançou nas articulações para ter DEM e PP na chapa. Aproximou-se também do PMDB, já que conta com o apoio da maioria dos peemedebistas. No entanto, o partido viu o PP se aproximar do PT e o DEM do PSD. Muitos dizem que César Botelho deixou a SDR para ser vice de Kuhlmann.</p>
<p>A possibilidade de isolamento parece não ter assustado os tucanos. A legenda lançou um site para receber sugestões dos internautas sobre um futuro plano de governo, permitindo que a população registre críticas e ideias sobre os bairros e temas importantes da cidade, como a mobilidade urbana. Seis deputados tucanos prestigiaram o lançamento do site, reforçando a campanha napoleônica.</p>
<p>Poderíamos dizer, então, que o PSDB vai disputar a eleição enfrentando o PSD no primeiro turno? Difícil. O tucanato mantém os cargos no governo Kleinübing e não dá sinais que pretende sair, a menos que o prefeito mande embora.</p>
<p>Ou seja, o PSDB blumenauense justifica a fama nacional da legenda de &#8220;ficar em cima do muro&#8221;. Se continuar assim, Napoleão pode ser o primeiro candidato &#8220;<em>semi-governista</em>&#8221; da história.</p>
<p>A decisão de adiar o posicionamento pode ser perigosa. Supondo que Kuhlmann não desistirá de forma alguma sobram duas opções ao tucanato: apoiar o PSD no primeiro turno e consequentemente queimar o jovem vereador ou sair com a candidatura semi-governista, tendo que ouvir do candidato kassabista, argumentos como &#8220;se o governo atual é ruim, por que vocês ficaram oito anos nele?&#8221;.</p>
<p><a href="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/04/tucanos.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-6149" title="tucanos" src="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/04/tucanos.jpg" alt="" width="580" height="275" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Digital Política: candidaturas inviabilziadas</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 18:42:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tarciso Souza - tarciso@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Digital Política]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[congresso]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2012]]></category>
		<category><![CDATA[ficha limpa]]></category>
		<category><![CDATA[TSE]]></category>

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		<description><![CDATA[Deputados e Senadores estão revoltados com o TSE, que "criou" o SPC dos políticos que possuem prestação de contas de campanha rejeitada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o cidadão encontra um inconveniente para honrar seus compromissos financeiros, qual o destino dele? O Sistema de Proteção de Crédito – SPC, certo? E o político, mau pagador, que encerra a eleição com a reprovação na prestação de contas da campanha, qual a penalidade dele?</p>
<p>Então, conforme a justiça, como nunca antes na história deste país – sacou? -, o candidato picareta, que é pego em maracutaia ou deixou dividas nas campanhas anteriores que concorreu, não poderá disputar o pleito deste ano. A decisão foi do TSE, que negará a certidão de quitação eleitoral aos postulantes a Prefeito, Vice-prefeito e Vereadores que não tiveram suas contas de campanha aprovadas nas eleições anteriores.</p>
<p>A tal da certidão de quitação eleitoral é um dos documentos obrigatórios para o registro de candidaturas. Funcionando como um SPC para os políticos. Logo, aquele “honroso” sujeito que deseja disputar a eleição, precisa estar com o “nome limpo” para se habilitar ao pleito.</p>
<p>Creio que a decisão do judiciário foi uma vitória da sociedade e um avanço neste surrado, pisoteado e cuspido sistema eleitoral brasileiro. Porém, todavia, entretanto&#8230; “ve-já-bem”&#8230; a ação do TSE despertou a fúria dos Congressistas, em Brasília. Dizem que não é competência do tribunal estabelecer critérios de inelegibilidade.</p>
<p>Nossos Senadores e Deputados possuem toda a razão. Não compete ao judiciário o aprimoramento das leis. Isso é dever do parlamento. Agora, que os nobres eleitos sejam ágeis para “colocar” na constituição o belo avanço exigido pelos Ministros do TSE. Afinal, foi incompetência da Câmara e do Senado não ter garantido esta constitucionalidade.</p>
<p>Que eles, os parlamentares, sejam coerentes, maduros e cumpram minimamente seu dever. Criando obstáculos e dificultando a vida do sem vergonha e picareta que usa do jeitinho brasileiro para disputar eleições, enganar o cidadão e manter-se no poder.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Uma audiência pública para nada</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 01:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[_secundária]]></category>
		<category><![CDATA[audiência pública]]></category>
		<category><![CDATA[aumento dos salários]]></category>
		<category><![CDATA[câmara de vereadores]]></category>

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		<description><![CDATA[O aumento dos salários dos vereadores para a próxima legislatura já foi aprovado. O evento só serviu para respostas dos edis sobre o assunto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara de Vereadores promoveu nesta quarta-feira (18), uma audiência pública para discutir o aumento dos salários dos edis, no valor de 35%, aprovada em plenário no fim do ano passado. Na verdade, a audiência foi apenas uma resposta do Legislativo para o assunto. Trata-se de um tema consolidado, sem volta. Mas vamos as considerações:</p>
<p><strong>O PROBLEMA É O VALOR OU A FORMA EM QUE FOI APROVADO?</strong></p>
<p>Normalmente, quem discursa sobre o assunto reclama que o problema não foi o reajuste de 35% e sim a forma como foi aprovado, em uma sessão extraordinária à noite, nas vésperas do Natal. BOBAGEM. Para a maioria da população, o problema é sim aumentar 35%, já que a maioria dos trabalhadores sofre para ter um reajuste um pouco acima da inflação.</p>
<p>Se os vereadores tivessem feito uma sessão às 23h no dia 24 de dezembro para aprovar um reajuste de 8%, a maioria da população não reclamaria. Para a maioria do povo, todas as votações são secretas, pois quase ninguém tirar um tempo para ler as matérias de política nos jornais.</p>
<p><strong>O COMPORTAMENTO DA IMPRENSA</strong></p>
<p>O jornalista Carlos Tonet disse em seu <a href="http://carlostonet.wordpress.com/2012/04/18/ir-na-audiencia-publica-do-aumento-dos-vereadores-e-fazer-papel-de-tolo/" target="_blank"><strong>blog</strong> </a>que os vereadores não enganaram a população e sim a imprensa. Concordo. Já disse isso no ano passado e vou repetir. No jornal O Correio do Povo (Jaraguá do Sul), onde trabalhei até o início do ano passado, o repórter seria obrigado pelo editor a ficar na Câmara até todos os vereadores irem embora, em uma situação como a do aumento dos salários. Todos sabiam que os parlamentares estavam em uma reunião tratando do assunto durante toda a tarde daquela fatídica terça-feira, 20 de dezembro.</p>
<p>Diferente da maioria do povo, a imprensa não ficou revoltada com os 35% e sim com o drible que levaram dos vereadores.</p>
<p><strong>A COVARDIA NA CÂMARA</strong></p>
<p>Os vereadores de Blumenau têm dificuldades em lidar com a opinião pública. É o que parece. Ficaram perdidos com as críticas aos 35% e saíram atacando todo mundo, esquecendo de argumentar os motivos pelo reajuste. Os vereadores parecem ter medo de assumir suas decisões.</p>
<p>O caso da sede é um exemplo. É nítido que Blumenau precisa de uma nova sede para a Câmara de Vereadores, que é um absurdo o Legislativo ficar dentro do Executivo, enquanto algumas secretarias pagam aluguel. As estruturas nos gabinetes são ridículas. Mas eles têm vergonha de assumir que precisam de uma nova casa, têm medo da opinião pública.</p>
<p>Precisou o presidente da Câmara de Florianópolis, Jaime Tonello (PSD), vir a Blumenau dizer umas verdades na tribuna. &#8220;Quem vê a Câmara aqui dentro, acha que ela é uma parte do Executivo&#8221;, disparou.</p>
<p>Na audiência de hoje, o PSD fugiu da raia. Não quis dar a cara a tapa sobre o aumento. Eles sabiam que a imprensa iria repercutir, mesmo com o auditório vazio. Napoleão Bernardes (PSDB), pré-candidato a Prefeito, também não foi. Ele é o maior prejudicado com toda essa história. O povo está com raiva dos vereadores e não dos deputados estaduais.</p>
<p><strong>CADÊ OS PROTESTOS?</strong></p>
<p>Na primeira sessão do ano, um grupo de manifestantes protestou contra os 35% de reajuste. Reclamaram e foram embora na hora das explicações dos vereadores. Nesta quarta-feira, eles não apareceram. Se estavam irritados, por que não foram para o confronto contra os vereadores? São manifestantes apenas quando o Santa faz matéria?</p>
<div id="attachment_6123" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><a href="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/04/Câmara-audiencia.jpg"><img class="size-full wp-image-6123 " title="Câmara audiencia" src="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/04/Câmara-audiencia.jpg" alt="" width="580" height="275" /></a><p class="wp-caption-text">Blumenau precisa de uma nova sede da Câmara, mas foi preciso um vereador de Floripa para dizer isso na tribuna. FOTO: Carmona/Câmara</p></div>
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		<title>Eleições 2012: A pesquisa Ipac</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 01:05:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Ana Paula Lima]]></category>
		<category><![CDATA[blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Ipac]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Kuhlmann]]></category>
		<category><![CDATA[Napoelão Bernardes]]></category>
		<category><![CDATA[prefeito]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisa feita pelo IPAC aponta Ana Paula Lima (PT) na frente de Napoleão e Kuhlmann, que devem lutar pela outra vaga no segundo turno das eleições]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/04/ana.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-6105" style="margin: 2px;" title="ana" src="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/04/ana-300x142.jpg" alt="" width="300" height="142" /></a>O Instituto de Pesquisa, Assessoria e Consultoria (Ipac) publicou na última semana, a primeira pesquisa de intenção de voto para prefeito de Blumenau em 2012 registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), isto é, a primeira pesquisa que pode ser divulgada na imprensa.</p>
<p>O cenário apresentado na pesquisa é semelhante ao divulgado pelo Instituto Mapa em outubro do ano passado. A candidata do PT, Ana Paula Lima lidera tanto na espontânea, quanto na estimulada. O resultado aponta também, que Blumenau tem tudo para ter o segundo turno pela primeira vez. Os candidatos governistas Jean Kuhlmann (PSD) e Napoleão Bernardes (PSDB) devem brigar pela segunda vaga. Para os demais candidatos, a pesquisa mostra pouco conhecimento por parte do eleitor.</p>
<p><strong>ESTIMULADA</strong><br />
Ana Paula (PT) &#8211; 32,3%<br />
Napoleão  Bernardes (PSDB) - 15,4%<br />
Jean Kuhlmann (PSD) - 15,3%<br />
Jovino Cardoso  (DEM) - 7,7%<br />
Ivan Naatz (PDT) &#8211; 3,3%<br />
Edson Brunsfeld (PR) - 2,8%<br />
Arnaldo Zimmermann (PCdoB) - 2,0%<br />
Nenhum deles &#8211; 9,9%<br />
Não sabe/não soube responder &#8211;  11,3%</p>
<p><strong>ESPONTÂNEA</strong><br />
Ana Paula (PT) &#8211; 7,3%<br />
Napoleão  Bernardes (PSDB) - 4,6%<br />
Jean Kuhlmann (PSD) - 2,6%<br />
Décio Lima (PT) -1,9%<br />
João Paulo Kleinübing (PSD) &#8211; 1,8%<br />
Jovino Cardoso  (DEM) &#8211; 0,7%<br />
Edson Brunsfeld (PR) - 0,6%<br />
Ivan Naatz (PDT) &#8211; 0,5%<br />
No PT &#8211; 0,5%<br />
Raimundo Colombo &#8211; 0,1%<br />
Nulo/Branco &#8211; 2,7%<br />
Não sabe/não soube responder &#8211;  76,6%</p>
<p>Em duas simulações de segundo turno, Ana Paula venceria em ambas</p>
<p><strong>SEGUNDO TURNO</strong><br />
Ana Paula (PT) &#8211; 44,9%<br />
Napoleão  Bernardes (PSDB) - 27,8%</p>
<p>Ana Paula (PT) - 43,4%<br />
Jean Kuhlmann (PSD) - 30,5%</p>
<p>Foram entrevistadas 429 pessoas entre os dias 9 e 10 de abril. A margem de erro é de cinco pontos percentuais, para mais ou para menos.</p>
<p>&#8212;-</p>
<p><strong>COMENTÁRIO CONTROVERSO</strong></p>
<p>Nenhuma surpresa na primeira pesquisa registrada de 2012. Assim como no fim do ano passado, a principal candidata da oposição está na frente, o que reflete um descontentamento da população com o atual governo. Os candidatos governistas estão empatados, pois disputam o mesmo eleitorado. Só que os votos somados de Jean e Napoleão não alcançam os de Ana Paula.</p>
<p><em>As semelhanças com 2004</em><br />
Na metade de 2004, uma pesquisa para a sucessão de Décio Lima (PT) apontava um cenário parecido.  João Paulo Kleinübing (PFL) tinha 31%. O candidato governista  Edson Adriano (PT) tinha 15%, mesmo valor de Ismael dos Santos (PL), o ex-governista que se apresentava como terceira via. Havia ainda, Vilson Souza (PSDB), com um pouco menos de 10%, assim como é hoje Jovino Cardoso (DEM).</p>
<p>João Paulo era o candidato filho de um ex-prefeito. Ana Paula é a candidata esposa de um ex-prefeito. Ismael tinha sido um fenômeno de votos para deputado em 2002, credenciando a disputa de 2004. Napoleão fez mais de 40 mil votos para deputado em 2010, credenciando para esta disputa.</p>
<p>Quem vai ganhar a eleição? Impossível arriscar um palpite. Podemos dizer que a tendência é de três candidaturas fortes e uma disputa equilibrada. Mas antes, vamos ver quem serão os vices, as coligações&#8230;e o mais importante: quem realmente será candidato!</p>
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		<title>Eleições 2012: complicou para tríplice</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 03:11:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[_secundária]]></category>
		<category><![CDATA[blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[DEM]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Kuhlmann]]></category>
		<category><![CDATA[napoleão bernardes]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PSD]]></category>
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		<category><![CDATA[Schrubbe]]></category>

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		<description><![CDATA[O PSD vai para a eleição sem tempo de TV e sem verba do fundo partidário, aumentando a necessidade de coligação com o PMDB e afastando ainda mais do PSDB]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/04/psd.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-6097" style="margin: 2px;" title="PSD FINAL FABIO" src="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/04/psd-300x142.jpg" alt="" width="300" height="142" /></a></p>
<p>O projeto governista para a sucessão de João Paulo Kleinübing sofreu um revés nesta semana que pode ajudar a definir as coligações. O PSD, partido criado ano passado pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab, não terá tempo de rádio e TV nas eleições, nem acesso ao Fundo Partidário.</p>
<p>O que isso muda na eleição blumenauense deste ano? A vaga de vice do Jean Kuhlmann (PSD) é que está em jogo. Ele está sem tempo de TV e precisa compensar com as coligações. O mais interessante neste caso seria o PMDB. O partido de César Botelho (nome provável para ser vice) possui a segunda maior bancada em Brasília (a primeira é do PT), consequentemente o segundo maior tempo de TV individualmente.</p>
<p>Outra opção ventilada na imprensa online (<a href="http://www.informeblumenau.com.br/?p=622" target="_blank">Informe Blumenau</a> e <a href="http://www.analiseemfoco.com.br/site/noticia.php?cod=15" target="_blank">Análise em Foco)</a> é que o DEM possa ser a salvação, emprestando seu tempo e indicando a vaga de vice. O presidente estadual Paulo Gouveia e o vereador Marcelo Schrubbe não teriam problemas em apoiar Kuhlmann, pelo contrário.</p>
<p>Duas opções interessantes ao PSD? Sim. Mas está aí o problema. Tanto PMDB quanto DEM vão exigir a vaga de vice para entrar em uma chapa. O Democratas possui orientação nacional para não coligar com o PSD. Como os demos blumenauenses explicariam um apoio a Kuhlmann sem ter se quer, a vaga de vice? O PMDB, do tamanho que é, não vai aceitar apoiar o PSD sem participar da majoritária. Até porque PSDB e PT também desejam ter os peemedebistas na aliança.</p>
<p>Se juntar DEM e PMDB já é difícil porque só tem uma vaga de vice, imagina o PSDB. O partido possui um pré-candidato que apareceu na frente do kassabista na pesquisa realizada ano passado. Por que cederia para um projeto sem ter, ao menos, a vaga de vice?</p>
<p>É UMA VAGA SÓ!</p>
<p>A perda do tempo de TV enfraquece os kassabistas nas negociações pela formação de alianças. Isto porque o partido se sente &#8220;obrigado&#8221; a se coligar com alguém grande já no primeiro turno. As outras legendas sabem disso e aproveitam para aumentar a barganha.</p>
<p>Em um cenário desses, juntar PSD, PMDB, PSDB E DEM está cada vez mais difícil&#8230;.</p>
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