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A população rejeita os abrigos

Foto: Site da Aeamvi - www.aeamvi.com.br (alô associação, creditem suas fotos no site)

As chuvas que atingiram o Bairro Progresso em janeiro levaram a Defesa Civil de Blumenau a iniciar uma operação para retirar os moradores das áreas de risco, principalmente do Morro do Arthur, no final da Rua Progresso. Mas por que a população não aceita sair de suas casas, mesmo correndo risco de morte por soterramento?

A Aeamvi (Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí), uma importante entidade fiscalizadora da região, denuncia: o problema está nos abrigos oferecidos aos moradores.

Uma matéria publicada no site da Aeamvi traz o relato de uma moradora do Morro do Arthur: “Precisamos de um tempo para achar uma casa para alugar. Não vamos para o ginásio, naquele amontoado de gente”, desabada Vanderleia Varella.

Para o presidente da Aeamvi, Juliano Gonçalves, o problema não é a ação da Defesa Civil, e sim a falta de um Plano de Habitação. “É necessário tirar essas famílias das áreas de risco, mas é preciso dar a elas condições dignas de moradia. A prefeitura mais uma vez age de maneira equivocada”, afirma.

O Portal Controversas lembra ainda, que vítimas da tragédia de 2008 continuam morando em abrigos. Alguns residenciais já foram entregues e outros já estão em fase de conclusão, mas é inaceitável que uma família fique mais de dois anos morando num cubículo dentro de um galpão.

Relembramos ainda, que a Prefeitura REJEITOU as casas oferecidas pelo Instituto Ressoar, porque o projeto da entidade previa casas e não apartamentos. Semans depois da rejeição, o poder público municipal fez acordo com uma empresa na região para construir CASAS para desabrigados.

A reconstrução de Blumenau não é aquela maravilha que mostrou no Jornal Nacional. Aliás, há mais coisas para serem ditas, e serão mostradas nas próximas semanas no Portal Controversas.

Produzido em WordPress | Por: Giovanni Ramos