Pitacos sobre o trânsito
Paulo Roberto - paulo@controversas.comApós um perÃodo inativo, volto a postar. Em doses homeopáticas, para não assustar os leitores deste Portal.
O tema é velho conhecido problema na cidade: o trânsito. É ruim porque todos são egoÃstas ou porque o transporte público é nojento? Calma. Dessa vez, serei mais pontual:

Que tal comprar uns cones e brincar de guarda de trânsito?
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1. Cones Particulares - Qualquer um parece ter o poder de enfiar cones no meio da rua e utilizá-la ao seu bel prazer. Construtoras, empresas de caçambas de lixo, qualquer um “pode” simplesmente interromper o tráfego para fazer o que quiser. Em frente a um prédio em construção sempre tem cones margeando a via pública, demarcando uma área onde ninguém mais poderia estacionar. Palhaçada.
Já vi caçambas de lixo sinalizadas (a 1m de distância) com cones, e até locais onde pedreiros realizavam obras particulares nas calçadas, simplesmente tomando conta de cerca de 1m da rua. E os veÃculos que se amontoem, desviem, mudem de pista…
Até a Prefeitura entra nessa: semana passada fui surpreendido, logo após uma curva, por um ônibus que leva os trabalhadores que fazem o trabalho de limpeza das ruas parado na faixa de rodagem. Um cone estava a cerca de 50cm do ônibus, logo depois de uma curva fechada. Sinalização ZERO. A GMT? Só pra cercar obras… numa ponte interrompida hoje, vi QUATRO motos e guardas parados, conversando com os trabalhadores da empreeiteira. Pra que deslocar QUATRO MOTOS? Não seria mais inteligente um carro? E pra que QUATRO pra cuidar duma ponte fechada? Ela iria fugir de lá? Nosso dinheiro é mato mesmo…
O cúmulo eu presenciei esta semana: na lateral da loja Millium da rua XV de Novembro, QUATRO funcionários, vestidos com roupinhas laranjas, faziam as vezes de cones, parados, de pé, praticamente na rua, guardando espaço para um caminhão que descarregaria mercadorias para a loja. Será que temos um novo nicho de mercado com os cones-humanos?
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2. Guarda de trânsito – Há algum tempo, lembro-me de ter visto algum colunista local – não recordo qual – questionar se a Guarda Municipal de Trânsito tinha medo de escuro, ou se o Seterb julgava que não houvesse trânsito noturno na cidade, já que dificilmente os guardas eram vistos trabalhando após as 18h30, 19h. Passei a reparar, e concordei com ele.
Não sei se por causa da provocação, mas ultimamente tenho visto a GMT em várias operações noturnas. Sobretudo nas intermináveis obras de tapa-buraco pela cidade.
Aproveito o tema pra sugerir à Secretaria de Obras: TAMPEM UM BURACO ANTES DE ABRIR OUTRO!
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3. Blitzes Eletrônicas - Belo avanço a famosa câmera que detecta se o cidadão está regular ou não com o Detran. Mas, só ela não resolve nada. O que vemos na cidade é a substituição das blitzes por barreiras com essa câmera. Resumindo: se você tiver que transportar drogas, armas, alguma mercadoria ilegal, não tiver carteira de habilitação ou dirigir um veÃculo roubado, cuidado para que ele esteja licenciado. Se estiver em dia com os tributos, pode andar tranquilo, ninguém irá incomodá-lo!
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4. Incompetência pouca é bobagem – No último mês, constatei a inoperância prática do sistema do Detran em Blumenau. Fui transferir um veÃculo. Após o habitual chá de cadeira cartório/detran, paguei as taxas e fui fazer a tal da vistoria. Minha surpresa: o funcionário carimbou, assinou, me entregou a papelada e mandou um “tá dispensado”. Eu nem liguei o veÃculo! Meu veÃculo poderia estar sem lâmpadas nos faróis/piscas e estaria aprovado da mesma maneira…
A inoperância foi maior: ao chegar em casa, fui ver o laudo. O funcionário simplesmente não havia preenchido o campo “Apto / Inapto”! Ele preencheu e assinou um laudo sem dizer se o veÃculo foi aprovado ou não. Claro: ele não tem responsabilidade sobre isso. Assina, preenche e manda o cara embora. Só.
Mas, calma: tem mais. Receoso, fui entregar o laudo na Delegacia Regional. Ao entregar o documento, a funcionária/estagiária simplesmente anexou o laudo ao processo, e me entregou um canhoto com data (20 dias depois) para pegar o documento novo. Ela não leu o laudo para ver se o veÃculo havia sido aprovado ou reprovado.
Ou seja: tá tranquilo. Paguei por um laudo que não foi efetuado, não foi preenchido, nem foi conferido. Mas, tenta fazer a vistoria sem pagar a taxa pra ver…
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5. Morro da Cia Hering – Em pleno ano de 2010, ainda temos vias “rápidas” da cidade que simplesmente são interrompidas por ônibus que param no ponto NA VIA. Pela precariedade do deficitário sistema viário blumenauense, a rua Bruno Hering é uma das mais utilizadas no trecho Velha/Garcia ou vice-versa. E em nenhum sentido há pontos de ônibus (salvo em frente à Cia Hering) com recuos, para permitir que os passageiros possam embarcar/desembarcar sem parar completamente o tráfego na rua.
Das duas uma: ou se desapropriam terrenos para que haja recuo e os ônibus possam encostar sem prejudicar o trânsito, ou não há como manter os pontos de ônibus nesta via. Simples assim. O fato de estar interrompendo o trânsito faz com que os motoristas também tenham mais pressa no embarque/desembarque, aumentando o risco de acidentes envolvendo os usuários do porco transporte coletivo.






Sobre o último item.
Não fazem recuos nos pontos de ônibus pq não adianta, os motoristas simplesmente não sabem para que eles servem.
Na frente da Cremer, na itoupava seca, por exemplo, eles param na via e nem entram no imenso recuo existente.