Blumenau por outro ângulo
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21 de novembro de 2009

A tragédia via rádio e internet

A madrugada do dia 22 para o dia 23 de novembro de 2008 foi de agonia. A chuva ficava cada vez mais forte, o rio subia rapidamente e a minha casa estava praticamente ilhada, com apenas uma saída, no alto do morro, para o bairro Tribess. Na internet, lia relatos de moradores de outros bairros, [...]

Giovanni Ramos - contato@controversas.com

A madrugada do dia 22 para o dia 23 de novembro de 2008 foi de agonia. A chuva ficava cada vez mais forte, o rio subia rapidamente e a minha casa estava praticamente ilhada, com apenas uma saída, no alto do morro, para o bairro Tribess. Na internet, lia relatos de moradores de outros bairros, que contavam detalhes da enchente. No rádio, notícias de deslizamentos em diversos pontos da cidade.

Mortes na Rua Araranguá, Fortaleza Alta, deslizamentos na Via Expressa e no Distrito do Garcia. Várias rádios fora do ar, e a equipe da Menina trabalhando na Mix FM, uma das poucos que permanecia funcionando. Este era o quadro da madrugada. Dormir? Impossível Até tentei, lá pelas 4h, mas era impossível não pensar na tragédia.

Durante a manhã, a dúvida era quanto a minha casa. Seria atingida ou não? Deveríamos levar os móveis para o sotão ou deixar tudo como está? Como o domingo não possui nem edição de jornal, nem programação local na TV, os meios de informação continuarem sendo rádios, blogs e redes sociais na internet.

No começo da tarde, a chuva estiou. Eu tinha a impressão que não voltaria ter aquela intensidade da madrugada, que as coisas iriam começar a se resolver. Mas o estrago na cidade já era enorme. A casa desabando na Rua Hermann Huscher já era de conhecimento de todos. Blumenau estava um caos.

Mas a situação iria piorar… (continua neste sábado à noite)



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