Cidade das Favelas – De quem é a culpa?
Do poder público, claro! A Função do Estado deveria ser o combate as desigualdades sociais, algo que não é prioridade em Blumenau
Giovanni Ramos - contato@controversas.com
Há dois meses, Blumenau comemorava a divulgação do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), promovido pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, que apontava a cidade como a melhor em qualidade de vida do Estado. O governo comemorou, a imprensa governista soltou fogos e os blumenauenses entendiam estar no paraíso.
No final do mês passado, bem próximo ao Natal, foi a vez do IBGE divulgar os dados do Censo 2010. Blumenau apareceu novamente na liderança estadual, só que desta vez o governo não comentou e a imprensa governista silenciou. A cidade é apontada pelo IBGE como aquela com MAIOR NÚMERO DE FAVELADOS EM SANTA CATARINA.
De quem é a culpa? Do poder público, claro! É o Estado que tem o dever de reduzir as desigualdades sociais de um município, de um estado, de uma nação. Mas na prática, não é isso que devemos em Blumenau.
Uma administração que se elege pregando que Blumenau vai ficar “forte de novo” deixa claro que os problemas sociais não são prioridade. Os investimos nos últimos anos se concentraram na região central, enquanto isso o “povão” dos bairros, principalmente dos morros, está berrando sozinho, pedindo ajuda.
Pergunte aos moradores da Rua Pedro Krauss Sênior, o popular Beco das Cabras, e aos moradores da Rua Coripós o que eles acham da atual administração municipal. É uma forma de ver o que foi feito, ou melhor, o que deixou de ser feito para a população carente nos últimos anos.
O problema é só da prefeitura? Não! A sociedade em geral tem a sua parcela de culpa. Nós, blumenauenses do “asfalto”, não conseguimos conseguimos enxergar o que existe atrás dos morros. Em 2007, a jornalista Magali Moser publicou uma matéria especial no Jornal de Santa Catarina, mostrando a “cidade escondida”. A matéria já trazia números que apontava Blumenau com maiores problemas sociais de Florianópolis. Muita gente duvidou. Claro, as favelas da Capital estão na entrada da cidade. Já nós, escondemos atrás dos morros.
Blumenau é uma cidade que possui um morro que tem na parte frontal para o Centro o Portal da Saxônia, um loteamento de mansões e casarões. No mesmo morro, só que atrás, temos a Favela da Pedreira.
Nós, do Portal Controversas, entendemos que o combate a pobreza deve ser SEMPRE a prioridade de uma administração. E diante da realidade escancarada pelos números do Censo, vamos exigir esse compromisso dos candidatos a prefeito em 2012.
Blumenau precisa admitir seus problemas, em primeiro lugar. Chega de arrogância, chega se achar uma Europa brasileira….






Entao, isso nao é um problema brasileiro, do governo Brasileiro também? Por que este fato é omitido?
OOOOOO Gabriel! Quanto tempo? Seja novamente bem-vindo ao Controversas
A culpa é dos governantes. Infelizmente, a favela é um problema que se alastra pela maioria das cidades. Problema porque, geralmente os favelados são de baixíssima instrução escolar e na maioria não possuem educação alguma (pouca higiene e adoram bagunça), sendo difícil arrumarem bons empregos. Daí, alguns serão camelôs, achando que têm o direito de ocupar grande espaço da calçada só porque estão trabalhando (chantagem emocional). Outros, que por não conseguirem emprego algum, viram criminosos (é ingenuidade achar que os favelados, vendo a qualidade de vida e os bens que os melhores afortunados possuem, não sentirão inveja e frustração por não conseguirem o mesmo, e não incidirão na vida criminosa porque são todos do bem). Além disso, é ilusão achar que os favelados ficarão somente na sua comunidade, em seus mínimos barracos; ao contrário, eles querem interagir com os cidadãos locais, levando consigo sua má-educação em efeito dominó (adeus ruas limpas e silenciosas), principalmente muito barulho, já que eles confundem caos com alegria. Também não esperem que eles gostem de músicas melodiosas, já que eles formam um povo sofrido e infeliz por natureza, mas sim músicas berrantes e com letras vazias (para exorcizar a tristeza), com sexo e drogas. Outra caracterísitca é a superpopulação; é comum os favelados chamarem seus conterrâneos de outras localidades, além de os mesmos procriarem aos montes (obviamente não há escolas e empregos para todos). Quanto ao barulho e sujeira acima mencionados, os mesmos ocorrem também em virtude de uma guerra social (rebeldia), pelo fato de serem discriminados e não possuírem qualidade digna de vida, desejando então incomodar os mais afortunados. Ademais, como geralmente as faveladas não se enquadram no perfil globalizado “de beleza feminina”, os favelados também desejarão as fêmeas locais (como são mal sucedidos financeiramente, o único jeito de conseguir o intento é estuprando-as ou tornando-as viciadas em drogas).
O pior é que os mal educados que querem bagunçar tudo depois (com gritos e sirenes barulhentas na rua, como se quisessem chamar todos para festa) irão dizer que os blumenauenses são fechados e não sabem se divertir (pois não confundem caos com alegria). Outra prática comum de guerra social são os porteiros dos prédios, de manhã bem cedo, gritando para falar com os outros, além dos peões de obras, que bem antes do horário de trabalho, fazem todo tipo de barulho para “acordarem os doutô e as madami”. Não adianta, apesar dos discursos bonitos e virtuosos em prol das favelas, a verdade é que a mistura não dá certo. No RJ, a interatividade com os favelados, em vez de melhorar o nível do povão, piorou (e muito) o nível da classe média.
E o que você sugere como resolução, Marcos? Napalm nos morros? Câmara de gás para favelados?