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	<title>Portal Controversas</title>
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	<description>Blumenau por outro ângulo</description>
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		<title>Os turistas de Brasília</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 23:23:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[_principal]]></category>

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		<description><![CDATA[Comitiva com vereadores, deputados e lideranças empresariais vai a Brasília ouvir do ministro dos Transportes aquilo que todo mundo já sabe sobre a duplicação da BR-470]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os deputaods Jean Kuhlmann e Ismael dos Santos (PSD), os vereadores Jens Mantau (PSDB), Roberto Tribess (PMDB), João Marçal (PP), Zeca Bombeiro e Antônio Veneza (PSD), o presidente da CDL, Paulo César Lopes e o vice-presidente da ACIB, Carlos D´Amaral. Esta é a comitiva de Blumenau que se reunirá com o ministro dos Transportes, Paulo Passos, para tratar da duplicação da BR-470 nesta quinta-feira em Brasília.</p>
<p>O que eles vão ouvir do ministro? Aquilo que todo mundo já sabe, pois a imprensa já divulgou: o cronograma para a duplicação da rodovia, os projetos executivos de três lotes serão entregues em julho, agosto e setembro e as licitações devem ser lançadas logo depois.</p>
<p>Essas informações foram repassadas pelo ministro ao Fórum Parlamentar Catarinense, formado pelos deputados federais e senadores, pessoas que tem a responsabilidade de fiscalizar a cobrar obras do governo federal, diferente dos vereadores, que deveriam estar fiscalizando as obras do município.</p>
<p>Fica a pergunta: PARA QUE FAZER ESTA AUDIÊNCIA? Bastou ter uma boa notícia sobre a BR-470 para uma cambada aparecer querendo ser o pai da criança. Só pode. E para ficar ainda mais ridículo, a sessão da Câmara de quinta-feira foi cancelada por causa da tal viagem. Acho que uma sessão sem esses vereadores seria mais produtiva&#8230;</p>
<div id="attachment_6251" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><a href="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/05/IMG_20111205_181406.jpg"><img class="size-full wp-image-6251" title="IMG_20111205_181406" src="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/05/IMG_20111205_181406.jpg" alt="" width="580" height="275" /></a><p class="wp-caption-text">Obras na rodovia podem começar neste ano. FOTO: Giovanni Ramos/PC</p></div>
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		<title>Blumenotas #65 &#8211; A novela do dique</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 21:22:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blumenotas]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[A novela do Dique da Fortaleza está de volta. Mais uma vez, a Prefeitura recebe recursos para concluir uma obra iniciada em 1995]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DIQUE DA FORTALEZA<br />
Liberados os recursos para conclusão do Dique da Fortaleza. DE NOVO. É a terceira vez que isso ocorre. E a obra, iniciada há 17 anos, continua incompleta.</p>
<p>DIQUE DA FORTALEZA (2)<br />
Lembro do governo estadual mandar a verba em 2007 e o governo federal mandar grana para a &#8220;bacia da fortaleza&#8221; em 2010. E nada de obra pronta.</p>
<p>DIQUE DA FORTALEZA (3)<br />
O dinheiro do Estado, de 2007, teve que voltar por &#8220;cagadas&#8221; locais. Já o dinheiro de Brasília ninguém fala a respeito.</p>
<p>ANEL DE GASPAR<br />
O governador Raimundo Colombo liberou R$ 2 milhões para o projeto do Anel de Contorno de Gaspar, obra que deve tirar o trânsito do centro da cidade.</p>
<p>ANEL DE GASPAR (2)<br />
Quem vai fazer o projeto executivo? A Iguatemi, que fez o do Viaduto da Mafisa, o popular viaduto de português. Preocupante&#8230;.</p>
<p>APAE<br />
Que me desculpe o Seterb, mas eu não vejo problema nenhum em os ônibus da Apae circularem nos corredores de ônibus. É muito diferente do caso dos taxis, por exemplo.</p>
<p>APAE (2)<br />
Permitir os táxis seria abrir um precedente perigoso. Para a Apae, não. Também falamos de um meio de transporte. Não é para todos? Mas é para quem também precisa.</p>
<p>2050<br />
Por que diabos a logomarca da campanha Blumenau 2050 está em destaque no site da Prefeitura? A lei municipal não obriga a usar apenas a bandeira da cidade?</p>
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		<title>Uma paixão pelas sinaleiras</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 21:21:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[Por que Blumenau gosta tanto de sinaleiras? Por que essa é a única solução encontrada pelas autoridades? Por que não temos um binário na Itoupava Central?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_6234" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><a href="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/05/semáforo-itoupava-central-31.jpg"><img class="size-full wp-image-6234" title="semáforo itoupava central (31)" src="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/05/semáforo-itoupava-central-31.jpg" alt="" width="580" height="275" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Jaime Batista da Silva - www.jaimebatistadasilva.blogspot.com</p></div>
<p>Por que Blumenau gosta tanto de sinaleiras?</p>
<p>Por que essa é a única solução encontrada para garantir segurança nas vias?</p>
<p>Por que a Prefeitura instalou aquela famigerada sinaleira em frente ao Castelinho da XV em 2010, gerando filas até no Bela Vista em Gaspar?</p>
<p>Por que a Prefeitura manteve as sinaleiras na Ponte Adolpho Konder (em frente ao Castelinho) se elas só ficam no intermitente?</p>
<p>Se o trânsito na Itoupava Central já estava complicado devido ao alto fluxo de veículos, por que a Prefeitura viu na sinaleira, uma solução para coibir os acidentes? Não havia outra proposta?</p>
<p>Será que ninguém pensou num binário na Itoupava Central? Ora, as ruas Pedro Zimermman e Gustavo Zimmermann são paralelas, poderia tranquilamente fazer o binário. O trânsito fluiria mais e poderiam colocar ilhas de segurança, tornando as vias mais seguras.</p>
<p>SERÁ QUE NINGUÉM PENSOU NISSO?</p>
<p>Por que o povo da Itoupava Central tem que sofrer tanto? Se já não bastasse o estúpido Viaduto da Mafisa, a distância do Centro, os problemas no ambulatório geral, a violência que é maior nesta região, o cidadão ainda precisa enfrentar uma fila quilométrica para chegar em casa após o trabalho?</p>
<p>Se a região Norte é o futuro de Blumenau, por que a Itoupava Central se ferra tanto? Por que os investimentos por lá são tão mal feitos?</p>
<p>&#8212;</p>
<p>Blumenau, capital catarinense das sinaleiras!</p>
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		<title>Bastidores &#8211; quem quer um vice?</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 21:05:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[eleições 2012]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem será vice de quem nesta eleição? Para onde vão PMDB e PP, antigos rivais que monopolizam a disputa na cidade? Quantos candidatos teremos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 30 de junho, saberemos quais serão as chapas que disputarão a eleição deste ano na cidade. Somente no dia 30, último dia para as convenções partidárias. O jogo anda tão aberto nas composições de alianças que tudo pode acontecer. Vejamos o atual cenário.</p>
<p><em><strong>PT</strong></em><br />
Ana Paula Lima é a candidata do partido, talvez, a mais garantida para a disputa a partir de julho. É praticamente impossível a legenda desistir da candidatura própria e ela já venceu uma prévia interna. Vice? PDT, PP, PCdoB, PV e até PMDB podem indicar. Chances maiores para PDT e PP.</p>
<p><em><strong>PSD</strong></em><br />
O partido do prefeito foi o primeiro a colocar o bloco na rua, a pré-candidatura do deputado estadual Jean Khulmann. Mas não é 100% certo que ele vá a disputa. Há quem diga que que antiga tríplice aliança possa ressurgir e neste caso, ou ele ou Napoleão teria que desistir. Vice? César Botelho (PMDB), Edson Brunsfeld (PR), João Pizzolatti Neto (PP) e até Marcelo Schrubbe (DEM) são cogitados. Favoritismo para Botelho e Pizzolatti Neto. O primeiro para manter a atual aliança e o segundo em caso de um acerto estadual, já que progressistas e kassabistas estão de rolo no Palácio D&#8217;Agronômica.</p>
<p><em><strong>PSDB</strong></em><br />
Napoleão Bernardes precisa dizer quase que uma vez por semana que não vai desistir da candidatura em favor de Jean Khulmann (PSD). A imprensa governista bate nesta tese há alguns meses. Mas o tucano garante que irá a disputa, mesmo que sozinho ou coligado apenas com o que sobrou do DEM. Vice? César Botelho ou Paulo França (PMDB), Jovino Cardoso Neto (DEM) ou João Pizzolatti Neto (PP). Fontes controversas garantem que já há um acerto entre PMDB e PSDB, faltando apenas o aval de Renato Vianna, eterno cacique peemedebista.</p>
<p><strong><em>PDT</em></strong><br />
Se Napoleão Bernarde precisa responder que é candidato uma vez por semana, Ivan Naatz faz isso quase que diariamente. Isto porque parte do próprio PDT quer a coligação com Ana Paula Lima (PT), colocando  Naatz como vice na chapa. Mas o advogado tem um ponto forte a seu favor: o descontentamento do presidente estadual Manoel Dias com os petistas, por causa da não indicação ao Ministério do Trabalho. E em SC todo mundo sabe, quem manda no PDT daqui é o velho Maneca. Sendo candidato a prefeito o PDT busca o PCdoB para vice, ou o PV.</p>
<p><em><strong>PCdoB</strong></em><br />
Os comunistas já lançaram Arnaldo Zimmermann como pré-candidato e são assediados por PT e PDT. Os boatos que correm na cidade é que eles já teriam aceito ser vice de Naatz, informação negada oficialmente. Porém, o velho partidão confirma um bom entendimento com os brizolistas.</p>
<p><em><strong>PMDB</strong></em><br />
Vai ser vice de alguém, só não se sabe de quem. PSD, PSDB e PT o assediam. Vantagem para os tucanos, que tem a simpatia da maioria dos peemedebistas. No entanto, a ofensiva que os kassabistas estão fazendo na cidade pode dar resultado. Como muitos dizem, quem manda na legenda é Renato Vianna e ponto final. César Botelho e Paulo França são os nomes a disposição.</p>
<p><em><strong>PP</strong></em><br />
Vai ser vice de alguém, só não se sabe de quem. PSD, PSDB e PT o assediam. A vantagem até agora era dos petistas, mas a aliança PSD-PP em Florianópolis pode mudar o quadro por aqui. João Pizzolatti Neto e Cezar Cim são os nomes.</p>
<p><em><strong>PR</strong></em><br />
Por um tempo, o PR blumenauense falou em candidatura própria. Mas agora, a turma de Edson Brunsfeld já comenta em coligação. A legenda cresceu na cidade e possui nomes fortes para a disputa majoritária. Se depender os filiados aqui, a sigla fecha com o PSD. Se a decisão ficar com o diretório estadual/nacional, a aliança é com o PT. Vantagem clara para as pretensões Brunsfeld, vice-prefeito no primeiro mandato de João Paulo.</p>
<p><em><strong>DEM</strong></em><br />
O que sobrou do DEM está dividido entre um apoio ao PSDB e ao PSD. E`visível que a turma de Jovino Cardoso prefere Napoleão e a turma de Schrubbe quer Jean Kuhlmann. Enfraquecido, os demos deverão ficar com o que sobrar, correndo risco de nem indicar um vice.</p>
<p><em><strong>PV</strong></em><br />
Tem um pré-candidato próprio, Juliano Gonçalves, mas deve coligar com alguém da oposição. Resta saber se será com o PT ou com o PDT.</p>
<p><em><strong>PSOL</strong></em><br />
Vai se Harmut Kraft, metalúrgico que foi candidato a vice-prefeito em 2008.  Legenda independente, é nome certo na disputa, apesar das chances remotas.</p>
<p><em><strong>DEMAIS PARTIDOS</strong></em><br />
Até agora, eles não participaram do jogo. Por isso, não ganham destaque neste post.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Crise na Europa &#8211; culpa da esquerda?</title>
		<link>http://controversas.com/politica/crise-na-europa-culpa-da-esquerda/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 21:28:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[_secundária]]></category>
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		<category><![CDATA[eleições na França]]></category>
		<category><![CDATA[François Hollande]]></category>
		<category><![CDATA[Grécia]]></category>

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		<description><![CDATA[A Europa começa dizer não ao neoliberalismo e a austeridade defendida pela Alemanha. Porém, para a imprensa brasileira, a culpada da crise é a social-democracia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém já parou para ler os editoriais do Grupo RBS? Se as redações dos jornais do grupo possuem uma certa independência de opinião, é nos editoriais que a empresa gaúcha expressa toda sua ideologia. O editorial de terça-feira (8) é um ótimo exemplo. Intitulado &#8220;vítimas da austeridade&#8221;, o artigo discute a vitória do Partido Socialista na França e das eleições parlamentares gregas, marcadas pelo avanço das extremas direita e esquerda.</p>
<p>Para os chefões da RBS, a crise na Europa tem um culpado: a SOCIAL DEMOCRACIA, modelo de governo de &#8220;centro-esquerda&#8221;, que propõe o bem estar social do povo através do Estado, deixando os demais setores para a iniciativa privada. Na visão da RBS, o modelo era &#8220;irreal&#8221;, feitas em um período de &#8220;fantasia&#8221;.</p>
<p>O autor do artigo esquece que a Europa também passou por uma onda neoliberal na década de 90. O lema era, &#8220;vender o Estado e fazer dinheiro&#8221;. A Islândia, por exemplo, vendeu praticamente todas as estatais, deixou a sua principal atividade econômica, a pesca, de lado, e passou a investir no capital especulativo do maravilhoso mundo do neoliberalismo. A ilha viveu anos de fantasia e foi a PRIMEIRA A CAIR com a crise de 2008.</p>
<p>O editorial diz ainda &#8220;O Brasil, que vive hoje um cenário de pleno emprego, dificilmente conseguirá se manter alheio à crise se não promover reformas estruturais&#8221;. Hummm. Em plena crise de 2008, o então governador de São Paulo José Serra (PSDB) anunciava o apocalipse em palestras. Dizia que o governo federal estava se suicidando ao incentivar o consumo. Defendia um modelo de austeridade, exatamente o contrário do que fez o presidente Lula.</p>
<p>A história no Brasil todo mundo já sabe. Foi apostando no crescimento, abrindo o cofre e colocando o pobre no sistema, que o país superou a crise. É mais ou menos o que defende o presidente eleito francês, François Hollande: que a União Europeia incentive o crescimento dos países, ao invés de mandar apenas cortar gastos.</p>
<p>O caso da Grécia é mais complicado. A crise é muito maior, assim como foi na Argentina há alguns anos. A solução dos hermanos foi o calote e ao que parece, será o mesmo caminho dos gregos.</p>
<p>Uma nação sem um Estado forte não consegue criar medidas para fugir de uma crise. Nenhum país que adotou o &#8220;neoliberalismo pleno&#8221; nos anos 90 está bem hoje. A Alemanha, a mais forte das nações europeias, esteve nas mãos da Social Democracia até 2005.</p>
<p>Eu pergunto: quem é o culpado da crise na Europa? A Social Democracia, que reergueu um continente destruído por duas guerras e colocou os país entre os melhores em qualidade de vida por décadas, ou o neoliberalismo, a modinha dos anos 90 que estourou a Argentina e quase levou o Brasil?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A privatização do esgoto em livro</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 21:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[Advogado Ivan Naatz lança no dia 17, um livro que contará a história da privatização do esgotamento sanitário blumenauense ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5841" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/03/naatz.jpg"><img class="size-medium wp-image-5841 " style="margin: 2px;" title="naatz" src="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/03/naatz-300x142.jpg" alt="" width="300" height="142" /></a><p class="wp-caption-text">Naatz é o autor do livro</p></div>
<p>A ausência da participação popular no processo de privatização do esgoto blumenauense, as acusações de ilegalidades que ainda precisam ser julgadas e como o poder Executivo enfiou goela abaixo da população, uma proposta polêmica de deixar um serviço essencial com a iniciativa privada. Este é o tema do livro &#8220;O Caso do Esgotamento Sanitário de Blumenau&#8221;, de autoria do advogado Ivan Naatz.</p>
<p>O lançamento do livro será no dia 17 de maio, às 19h30min, no auditório do Bloco T da Furb. Antes da cerimônia de lançamento, será feito um debate com professores de Direito Constitucional e do Mestrado em Desenvolvimento Regional sobre o tema.</p>
<p>O livro tem como base a dissertação de mestrado de Naatz, intitulada &#8220;Instrumentos Constitucionais e Infraconstitucionais do Controle do Desenvolvimento Regional e sua Importância das Ações de Governo Local&#8221;. O advogado, que foi um dos líderes do comitê contra a privatização do esgoto, utilizou a polêmica concessão como base para o estudo.</p>
<p>&#8220;A Constitucional iguala os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e a participação popular. A democracia no país não é apenas representativa, mas deve ocorrer por manifestações populares&#8221;, explica Naatz.</p>
<p>O autor do livro argumenta que, no caso da privatização do esgoto, a população não foi ouvida. &#8220;Ignoraram o comitê, não fizeram audiências públicas, foi uma ação tomada pelo Executivo, com apoio de uma meia dúzia&#8221;, afirma.</p>
<p>As consequências de um processo não democrático são as denúncias de irregularidades no edital, que se transformaram em ações do Ministério Públicas ainda não julgadas pela Justiça. &#8220;A legislação brasileira exige que, num caso desses, é preciso criar uma Agência Reguladora, que vai cuidar do processo de concesão. Em Blumenau, a agência foi criada após a privatização ter sido feita. Além disso, na hora de fazer o contrato, houve uma mudança em relação ao edital de concorrência, mudaram sem o acordo das outras participantes da licitação&#8221;, complementa.</p>
<p>A privatização do esgoto de Blumenau começou a ser feita em 200, em uma votação na Câmara no mês de outubro, logo após a reeleição de Kleinübing. O projeto precisou passar por uma modificação em 2010, e novamente foi aprovado pelo Legislativo.</p>
<p>Apesar de anunciarem que Blumenau terá 100% do esgoto tratado em poucos anos, o edital não prevê isso. Pelo contrário, chega a citar apenas a cobertura em áreas prioritárias em um prazo de 30 anos.  Ou seja, se a concessionária não quiser fazer em poucos anos, ela não precisa.</p>
<p><a href="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/05/naatz.jpg"><img class="alignnone  wp-image-6192" title="naatz" src="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/05/naatz.jpg" alt="" width="420" height="629" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Greve dos professores: e o piso?</title>
		<link>http://controversas.com/cotidiano/greve-dos-professores-e-como-fica-o-piso/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 21:40:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O secretário de Educação dizia que não negociava enquanto tivesse greve. A paralisação acabou. Ele aceita negociar agora ou vai continuar impondo o falso piso?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segue abaixo, notícia do <strong><a href="http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2012/05/greve-dos-professores-estaduais-e-suspensa-em-assembleia-nesta-terca-feira-em-florianopolis-3751921.html" target="_blank">Diário Catarinense</a></strong>:</p>
<blockquote><p><em>A greve dos professores da rede estadual de ensino é suspensa em assembleia neste terça-feira, em Florianópolis. Em votação, a maioria dos trabalhores votou pelo fim da paralisação, que durava 16 dias. Ao final do encontro, será feito um ato nas ruas do Centro.</em><br />
<em>Com o fim da paralisação, o comando de greve espera retomar as conversas com o governo. O secretário da Educação, Eduardo Deschamps, afirmou que se a categoria permanecesse parada não haveria negociações salariais. </em><br />
<em>— Na última greve sentamos para conversar e a greve estendeu por 62 dias. Desta vez, durante as negociações alertamos que caso eles entrassem em greve, não negociaríamos.</em></p></blockquote>
<p>Opa!! Quer dizer, então, que o secretário de Educação está disposto a negociar agora? Mas negociar como? Conversando com a categoria até chegar a um COMUM acordo ou impondo a sua proposta goela abaixo?</p>
<p>Analisamos a Lei 11.738, de 16 de julho de 2008, que instituiu o Piso Nacional do Magistério:</p>
<blockquote><p><em>Art. 4o<strong> A União deverá complementar</strong>, na forma e no limite do disposto no inciso VI do caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e em regulamento, <strong>a integralização de que trata o art. 3o desta Lei, nos casos em que o ente federativo, a partir da consideração dos recursos constitucionalmente vinculados à educação, não tenha disponibilidade orçamentária para cumprir o valor fixado.</strong><br />
</em><em>§ 1o <strong>O ente federativo deverá justificar sua necessidade e incapacidade, enviando ao Ministério da Educação solicitação fundamentada, acompanhada de planilha de custos comprovando a necessidade da complementação de que trata o caput deste artigo.</strong><br />
</em><em>§ 2o A União será responsável por cooperar tecnicamente com o ente federativo que não conseguir assegurar o pagamento do piso, de forma a assessorá-lo no planejamento e aperfeiçoamento da aplicação de seus recursos.<br />
</em><em>Art. 5o O piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica será atualizado, anualmente, no mês de janeiro, a partir do ano de 2009.<br />
</em><em>Parágrafo único. A atualização de que trata o caput deste artigo será calculada utilizando-se o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, definido nacionalmente, nos termos da Lei no 11.494, de 20 de junho de 2007.<br />
</em><em>Art. 6o <strong>A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar ou adequar seus Planos de Carreira e Remuneração do Magistério até 31 de dezembro de 2009, tendo em vista o cumprimento do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, conforme disposto no parágrafo único do art. 206 da Constituição Federal.</strong></em></p></blockquote>
<p>Santa Catarina não tem dinheiro para pagar o piso na carreira? Manda a conta para o MEC! Se o governador e o secretário de Educação fizerem isso, terão todo o apoio da população e o governo federal que se vire em arrumar os recursos. Desta forma, a lei será cumprida e o magistério poderá ser atraente, pois ninguém hoje quer seguir uma carreira que não valoriza tempo de serviço e qualificações (o maldito achatamento).</p>
<p>Para mandar mandar a conta para o MEC, tem que provar que não tem dinheiro. Aliás, por que é que o Fundeb continua sendo desviado para outros setores? Não seria apenas para a educação básica estadual?</p>
<p>&#8212;-</p>
<div id="attachment_6109" class="wp-caption alignnone" style="width: 590px"><a href="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/04/greve.jpg"><img class="size-full wp-image-6109" title="greve" src="http://controversas.com/wp-content/uploads/2012/04/greve.jpg" alt="" width="580" height="275" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Divulgação/Sinte-SC</p></div>
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		<title>O Brasil  não vai investigar a sua mídia?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 21:35:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Portal Controversas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[_secundária]]></category>
		<category><![CDATA[Bob Fernandes]]></category>
		<category><![CDATA[CPI do Cachoeira]]></category>
		<category><![CDATA[Policarpo Junior]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Veja]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Magazine]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil começa a viver a CPI do Cachoeira. Não é segredo que a mídia também está no olho do furacão. Leia o artigo do jornalista Bob Fernandes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><strong>POR BOB FERNANDES</strong></em><br />
<em><strong>editor do <a href="http://terramagazine.terra.com.br/bobfernandes/blog/2012/05/08/o-brasil-vai-ou-nao-vai-investigar-a-sua-midia/" target="_blank">Terra Magazine</a> </strong></em></p>
<p>Rupert Murdoch é dono de um dos maiores impérios de mídia do mundo. Ele tem centenas de empresas que faturam perto de US$ 30 bilhões/ano. Mesmo com tudo isso, o relatório de uma CPI em andamento na Inglaterra acusa Murdoch de “enganar o Parlamento”.</p>
<p>A CPI britânica concluiu que Murdoch e seu filho, James, fecharam os olhos para crimes cometidos por suas empresas. Entre outros crimes, um dos jornais de Murdoch grampeou os príncipes Harry e William, herdeiros da coroa.</p>
<p>O Brasil começa a viver a CPI do Cachoeira. Não é segredo que a mídia também está no olho do furacão. E que parlamentares querem investigar as relações entre o bicheiro Cachoeira, o senador Demóstenes Torres e a revista Veja. O ex-presidente Lula também acha que se deve investigar essas relações.</p>
<p>Na internet, que no Brasil tem algo como 80 milhões de usuários – estima-se que 48 milhões de usuários diários – o julgamento já começou.</p>
<p>O julgamento na internet dispensa provas. Cada um condena e absolve quem quiser. Bastam a opinião e o desejo de cada um. Como, aliás, tem sido cada vez mais em quase toda a mídia. Já uma CPI tem que investigar, de verdade, e provar. Até para inocentar.</p>
<p>No caso em questão, à parte os fatos que ainda não foram devidamente investigados, algo chama a atenção de parlamentares: como, em anos e anos de relação e de escândalos publicados, não se percebeu que Cachoeira era quem era? E isso, com Cachoeira tendo sido personagem do “Caso Waldomiro”, que anos antes foi noticiado também na mesma revista Veja.</p>
<p>Na mídia, uma reportagem é fruto de decisões coletivas. A cultura é de construções e procedimentos hierarquizados. Portanto, a escolha de bode expiatório é um erro e é injusto. Mas, assim como o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, a mídia pode cometer erros, e comete. E, como ensina agora a Inglaterra, não há porque não examiná-los.</p>
<p>Há outro caso. Talvez até mais grave do que este porque levou a um choque entre poderes. Em 2008, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, foi ao Palácio e interpelou ninguém menos do que o Presidente da República. Mendes chamou Lula “às falas”, segundo suas próprias palavras então.</p>
<p>Gilmar Mendes e Demóstenes Torres se disseram vítimas de um grampo da Abin, conforme capa da mesma revista Veja. A Polícia Federal investigou e não achou vestígio de grampo algum.</p>
<p>Mas, por conta desse grampo que ninguém ouviu, Paulo Lacerda, então diretor da Abin, <a href="http://terramagazine.terra.com.br/bobfernandes/blog/2012/05/07/delegado-paulo-lacerda-espera-pedido-de-desculpas-de-gilmar-mendes-e-demostenes/">foi demitido e “exilado” em Portugal</a>. E com o grampo que ninguém sabe e ninguém ouviu, começou-se a enterrar a Operação Satiagraha. Aquela que prendeu o Banqueiro Daniel Dantas.</p>
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		<title>Blumenotas #64 &#8211; a coluna número 1</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 21:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovanni Ramos - contato@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blumenotas]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[_secundariacoluna]]></category>
		<category><![CDATA[blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[buracos]]></category>
		<category><![CDATA[campanha]]></category>
		<category><![CDATA[eu não me orgulho]]></category>
		<category><![CDATA[ruas]]></category>
		<category><![CDATA[sinaleiras]]></category>

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		<description><![CDATA[Blumenotas é a melhor coluna de Santa Catarina segundo o instituto Controjam. Por isso, vamos fazer uma campanha pelas ruas nos exaltando...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>NÚMERO 1 de SANTA CATARINA<br />
A campanha da Free &#8220;Blumenau Melhor Cidade de Santa Catarina&#8221; virou piada. Além das piadas, a oposição está usando o próprio slogan para acatar</p>
<p>NÚMERO 1 DE SANTA CATARINA (2)<br />
Via Facebook, o assessor parlamentar <a href="http://www.facebook.com/photo.php?fbid=166176780176863&amp;set=a.149203311874210.30248.100003536264452&amp;type=1&amp;theater" target="_blank"><strong>Denner Willian</strong> </a>esta publicando uma série de fotos de obras inacabadas na cidade, com a frase da campanha.</p>
<p>NÚMERO 1 DE SANTA CATARINA (3)<br />
Nem o Santa levou a campanha a sério (e olha que a RBSTV é uma das apoiadoras). O colunista Francisco Fresard chegou a fazer um post intitulado &#8220;Eu Não Me Orgulho&#8221;</p>
<p>ORFEU 21<br />
Impressionante a repercussão do espetáculo Orfeu 21. O blumenauense passou a gostar de teatro ou foi apenas uma modinha impulsionada pela mídia?</p>
<p>ORFEU 21 (2)<br />
De qualquer forma, parabéns a Cia Carona. O sucesso do espetáculo pode fazer com que mais pessoas se habituem a ir ao teatro.</p>
<p>SINALEIRAS<br />
Elas atacam novamente.  Desta vez, a paixão das autoridades blumenauenses parou o trânsito em cima do Viaduto da Mafisa, em direção as Itoupavas.</p>
<p>SINALEIRAS (2)<br />
O incansável blogueiro Jaime Batista da Silva fez o <strong><a href="http://jaimebatistadasilva.blogspot.com.br/2012/05/internautas-reclamam-do.html" target="_blank">registro</a></strong> do congestionamento, por sugestão de internautas. Blumenau, capital nas sinaleiras.</p>
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		<title>O líder na geração de empregos</title>
		<link>http://controversas.com/economia/o-lider-na-geracao-de-empregos-de-baixos-salarios/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2012 00:57:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Portal Controversas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[_principalc]]></category>

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		<description><![CDATA[Maior parte das vagas de emprego abertas em Blumenau possui um salário médio de R$ 800. Leia o artigo da jornalista Magali Moser]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em>POR MAGALI MOSER</em></strong><br />
<em>jornalista </em></p>
<p>Conhecida como polo de desenvolvimento regional, Blumenau ostenta o título de cidade líder na geração de empregos em Santa Catarina. Ocupa a 13° posição no ranking nacional. Os números propagados com ênfase pela prefeitura colocam o município como recorde na criação de vagas de emprego formal do Estado, com base nos dados do primeiro trimestre do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Mas as estatísticas oficiais escondem uma realidade que pede reflexão: a média do salário do trabalhador hoje em Blumenau é pouco mais que dois salários mínimos (R$ 1.429,02). Dos 128 mil trabalhadores formais do município, 92.691 (71,92%) deles recebiam até 3 salários mínimos em 2010. A grande massa dos trabalhadores ainda é mal remunerada: a maior concentração de trabalhadores está na faixa de 1,51 a 2 salários mínimos (25,90%).</p>
<p>A geração de empregos na cidade está distribuída por diferentes setores da economia, da indústria de transformação (têxtil, vestuário, metalmecânico, etc), à administração pública e servicos (educação, transporte, alimentação). Mas a constatação dos baixos salários ganha peso quando pende para a avaliação das vagas geradas.</p>
<p>De janeiro a marco deste ano, o cargo que registrou a maior quantidade de vagas abertas no SINE de Blumenau foi o de auxiliar de produção, com um salário médio de R$ 800. Em abril, a maior parte das vagas foi para a construção civil, incluindo cargos como carpinteiro, pedreiro e servente, com salário médio de R$ 1.200. A remuneração passa longe dos R$ 2,3 mil considerados como salário mínimo necessário pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).</p>
<p>- Isso é uma dinâmica do próprio capitalismo. Infelizmente, no Brasil, ainda como país terceiro mundista, a massa salarial da população ainda é baixa. Blumenau não foge à regra. A melhoria da qualidade das condições de trabalho e de salário é resultado de uma luta social e cotidiana – analisa o professor e chefe do Departamento de  Economia da Furb, Sidney Silva.</p>
<p>Para o professor, o quadro segue a chamada lógica de mercado dentro da sociedade capitalista: as negociações salariais são feitas diretamente entre as classes trabalhadora e patronal. O Estado se omite, sua única função é regular o salário mínimo. No geral, os salários são definidos a partir da oferta e da procura.</p>
<p>O diretor de Desenvolvimento Econômico da prefeitura, Sylvio Zimmermann, atribui a alta geração de empregos na cidade à crença do trabalho estar no “DNA de Blumenau”, fortalecendo a ideia de que o crescimento econômico está ligado a fatores culturais quase intrínsecos ao povo daqui:</p>
<p>- Temos um pano de fundo sócio cultural que ajuda a fomentar o índice de geração de empregos assim como os elevados índices de empregos formais – analisa.</p>
<p>A responsável pelo SINE em Blumenau, Sandra Regina Alves da Silva Schatz, lembra que a maioria das vagas geradas são de reposição e apenas 30% de ampliação do quadro. Em média, o SINE tem 130 vagas ativas disponíveis por dia, principalmente na área do comércio e auxiliar de produção.</p>
<p>- A maior parte das vagas nao exige tanta qualificação. É a chamada “vontade de trabalhar” o que conta. Mas no processo final, os empregadores buscam os mais qualificados – lembra Sandra.</p>
<p>Mas o aspecto mais triste deste “boom” de empregabilidade são as condições de trabalho. Boa parte dos trabalhadores é obrigada a trabalhar em horários de escala, com isto não se respeitam mais finais de semana, feriados, horários de trabalho, etc. Conseguem passar apenas um final de semana por mês com a família.</p>
<p>Os desajustes familiares e sociais são evidentes. O crescimento dos empregos por aumento da jornada de trabalho (finais de semana, feriados) é pago com a perda de afeto e convívio no ambiente familiar (muitos acham que não precisam mais amigos e familiares “presenciais”, porque têm muito mais amigos virtuais nas redes sociais).</p>
<p>As estatísticas referentes à geração de empregos atraem e explicam facilmente o visível fluxo migratório para a cidade. O crescimento nos empregos também está relacionado com a catástrofe de 2008, porque foram liberados milhões do FGTS e foram feitos vários investimentos públicos e privados em obras de recuperação. Tudo isto causou um efeito multiplicador na renda expandindo as atividades econômicas na região.</p>
<p>Os números de geração de empregos na cidade escondem ainda facetas pouco discutidas: as condições de trabalho e a saúde dos trabalhadores. Pesquisa coordenada pela professora Elsa Bevian a fim de criar um banco de dados em saúde do trabalhador em Blumenau aponta que entre 2005 e 2010 foram registrados pelo CEREST 31.682 atendimentos cadastrados como acidentes de trabalho. Do total, 54% dos acidentes registrados acontecem nos dois primeiros anos de contrato de trabalho e 16% nos tres primeiros meses de contrato. Dados recolhidos no INSS no mesmo período revelam que, em média, 10% dos trabalhadores com emprego formal, sao afastados todos os anos devido aos acidentes de trabalho.</p>
<p>A constatação pede uma reflexão sobre os empregos gerados e a mudança de postura para a cidade ser referência na qualidade de vida, como diz a propaganda da prefeitura, que divulga a cidade como a melhor para se viver em Santa Catarina.</p>
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