A ruptura do PV em Blumenau
Membro do PV há 14 anos, Ivan Naatz foi quem fez com que o partido fosse conhecido na cidade, assumindo as lutas contra o Consórcio Siga e contra o processo de Concessão do Esgoto. Agora arruma uma briga um tanto quanto infantil e deixa o partido, em busca de mais visibilidade. À sombra do ex-homem de frente, os jovens verdes começam a querer mostrar as caras.
Fábio Ricardo - fabio@controversas.com
Em Blumenau, nanico não tem vez. Nem lembro mais quem é que pronunciou essa frase, há umas duas eleições, referindo-se à preferência dos blumenauenses pelos grandes partidos como PT, PMDB, PSDB e DEM. Eu sempre fui contra este argumento, lembrando que existe um nanico blumenauense que pode virar o jogo e cair no gosto popular: Ivan Naatz.
Membro do PV há 14 anos, Ivan Naatz foi quem fez com que o partido fosse conhecido na cidade, assumindo as lutas contra o Consórcio Siga e contra o processo de Concessão do Esgoto. Tentou ser prefeito, quis ser candidato a Deputado Estadual, e nada deu certo. Agora arruma uma briga um tanto quanto infantil e deixa o partido, em busca de mais visibilidade.
Até onde sei – e não tenho nenhuma ligação com o partido para confirmar minhas especulações, deixo claro – a briga de Naatz com o PV se deu com a ordem de que todos os Estados brasileiros deveriam lançar candidatos ao Governo do Estado, para assim fortalecer a candidatura de Marina Silva. A ideia faz todo o sentido, se formos parar para pensar. Acontece que com a candidatura de Rogério Novaes a governador, os candidatos a deputado estadual e federal não teriam sequer chance de serem eleitos. Tudo graças à complicada soma de votos para câmara e assembléia.

Ivan Naatz deixa o PV de Blumenau. (foto: Reprodução TVL)
Resumo da ópera: Naatz, o único nome forte do PV blumenauense, brigou com o restante da turma e resolveu apoiar Dilma e a famÃlia Amin. O PV ficou sem um homem de frente e Naatz ficou com o estigma de traidor, soltando farpas contra o ex-partido apenas alguns dias depois de anunciar sua saÃda. Ao menos é assim que muitos membros do partido pensam.
Com a vinda de Marina Silva a Blumenau na manhã deste sábado, impossÃvel não notar que algo está errado na estruturação do PV por aqui. Muitos membros do partido do litoral e do Alto Vale cercavam a presidenciável, mas a parte blumenauense estava tÃmida, num canto. A ruptura dentro do partido é clara, e é um sinal óbvio de que uma grande mudança vem aÃ.
Com a saÃda do polÃtico mais experiente, o espaço fica aberto para os jovens verdes, que devem aparecer com mais força nas próximas eleições para vereador. No pouco tempo que estive na Rua XV para cobrir a chegada de Marina à cidade, pude reparar na presença em massa da juventude, e – mais do que isso – na empolgação dos jovens verdes com a nova polÃtica apresentada pelo PV.
Se vai render resultados nas urnas, não sei. Mas que um novo PV começa a nascer com a saÃda de Naatz, isso não tenho dúvidas.

Marina Silva no traço do artista Costa de Souza, de Blumenau. (foto: reprodução)
Marina Silva no traço do artista Costa de Souza, de Blumenau. (foto: reprodução)
Santinhos ao pé da letra
No meio da confusão toda, quem resolveu apoiar Marina Silva foram os DEMos Jovino e Ismael. Não, eles não substituÃram o Naatz no PV. Simplesmente decidiram pedir votos para Marina ao invés de Serra, pelo fato dela ser ligada à Igreja.
Acho muito estranha essa comparação de pesos entre Igreja e partido polÃtico. Se nem eles, que são candidatos do DEM, vão apoiar o Serra, que tem um vice do DEM… sei não, acho estranho. Se querem falar de religião, deixem as urnas fora disso. Melhor não misturar as coisas.







A ruptura foi pura e simplesmente porque o Ivan Naatz nunca trabalhou um projeto de partido e sim seu projeto pessoal, seu sonho de ser prefeito de Blumenau ou deputado estadual. Foi por isso que, desde que sou filiado ao partido, ele sempre quis impedir que o PV lançasse candidatos à eleição majoritária no estado. Essa mudança pode ser prejudicial para o partido a curto prazo, mas certamente será muito proveitosa depois que o partido se estruturar. Digo estruturar e não reestruturar porque um partido que trabalha um único nome não é um partido estruturado, então não considero que o PV de Blumenau tenha side estruturado com a liderança do Naatz.
Se religião fosse bom, Deus teria uma!
Rogério Novaes, a sim, aquele que teve sua candidatura indeferida né? Bom partido esse, o problema está nessa droga de lei da ficha limpa.
http://divulgacand2010.tse.jus.br/divulgacand2010/jsp/abrirTelaDetalheCandidato.action?sqCand=240000000468&sgUe=SC
escrever metiras w bobagens nao deve ser o interesse de quem efetivamente pretende se tornar um instrumento de formaçao de opiniao, mentir é feio e descredita, é preciso ter responsabilidade, espermos pelo resultadoi de Ita
O PV perde com a saÃda do Naatz. Mas agora temos que construir partido e tocar a bola para frente. PV de Blumenau se fez presente sim no evento através de 2 Jovens da executiva. Busquei apoio com alguns membros do PV BLU para também representar Blumenau na ALESC.
Arnaldo,
como escrevi no artigo, o PV local não esteve ausente, e sim apenas apático na vinda de Marina.
Digo isso por que estava lá. Sei quem são os dois jovens citados e aposto neles para o futuro, além de outros do partido. Mas minha opinião é esta: quem viu a vinda de outros presidenciáveis a Blumenau percebeu a falta de uma recepção mais ativa pelos partidários do PV blumenauense.
Sobre o comentário assinado por Ivan Naatz, duvido que tenha sido ele mesmo que postou aquele comentário. Ele é bem mais inteligente que isso.