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23 de junho de 2010

A crise no PMDB-SC

Nacionalmente, o PMDB é um partido dividido. Reúne forças da centro-esquerda à extrema-direita, atuando como governo e oposição ao mesmo tempo desde a redemocratização.

Giovanni Ramos - contato@controversas.com

Nacionalmente, o PMDB é um partido dividido. Reúne forças da centro-esquerda à extrema-direita, atuando como governo e oposição ao mesmo tempo desde a redemocratização. Além de estar dos dois lados da trincheira, a sigla faz um revezamento dos seus integrantes. Michel Temer, hoje vice de Dilma Rousseff (PT) nas eleições, era aliado de Geraldo Alckmin (PSDB) em 2006. Já Orestes Quércia, que apoia José Serra (PSDB) para presidente, enfrentou o tucano nas eleições para governador de São Paulo há quatro anos, alinhando-se como os petistas.

Em Santa Catarina, sempre foi diferente. Com a maior estrutura partidária, polarizou com o PP (antes PPB, PPR e PDS) a política catarinense, disputando todas as eleições. Se aliou ao PT em 2002 e ao DEM em 2006, mas sempre mantendo a cabeça da chapa e na trincheira oposta do PP. O PMDB tinha posição.

Eis que em 2010, o PMDB catarinense dá sinais que pode se alinhar ao nacional. Um grupo ligado a Paulo Afonso prefere Dilma e o PT. Já a turma de Luiz Henrique da Silveira está fechada com Serra e a dupla PSDB/DEM. A candidatura própria que uniria o partido não veio, já que o principal nome, Eduardo Pinho Moreira, desistiu da disputa.

O PT está cobrando em SC, a conta de Minas Gerais e Maranhão, onde o diretório nacional interviu no estadual e OBRIGOU a sigla a apoiar os candidatos do PMDB Hélio Costa (MG) e Roseana Sarney (MA). O PT não exige que os peemedebistas apoiem Ideli Salvatti, ao governo, mas não aceitam que o aliado nacional abra palanque para José Serra.

E como o PT já baixou muito a cabeça para o PMDB, Michel Temer resolveu agir para ajudar o aliado. Bateu de frente com Luiz Henrique e Pinho Moreira e conseguiu tirar momentaneamente, o apoio do partido ao DEM-SC. Temer aposta nos grupos ligados a Edison Andrino e Paulo Afonso, para garantir que a convenção estadual deste sábado não reedite a tríplice aliança.

Angela Amin (PP) é a favorita ao governo, segundo as pesquisas. Caso ela não ganhe, é provável que o PMDB faça parte do próximo governo catarinense. Seja com Raimundo Colombo, seja com Ideli Salvatti. Mas uma parte da sigla fará oposição, assim como em Brasília.



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