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	<title>Portal Controversas &#187; Coluna</title>
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	<description>Blumenau vista por outro ângulo</description>
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		<title>O Estupro e a Emissora</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 02:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Roberto - paulo@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[A democratização da comunicação passa por problemas "'técnicos", como o deste caso catarinense. Censura ou responsabilidade? A quem interessa que seja e que não seja noticiado? Que tal começarmos a mudar isso?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Demorei para comentar o caso, e acho que, assim, consegui expressar melhor minhas impressões. Estou falando do famoso caso em que três adolescentes estupraram (ou são acusados de&#8230;) uma adolescente, em Florianópolis.</p>
<div id="attachment_2569" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://controversas.com/wp-content/uploads/2010/07/censura01.jpg"><img class="size-medium wp-image-2569" title="censura01" src="http://controversas.com/wp-content/uploads/2010/07/censura01-300x180.jpg" alt="" width="300" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">Esconder crimes de menores de idade: responsabilidade ou censura?</p></div>
<p>Não é necessário manifestar-se contra o estupro. Tampouco é humano aceitar qualquer desculpa que questione a índole da garota, muito menos para tentar justificar tal fato. O foco desta coluna é sobre a transmissão, sobre a cobertura (no bom sentido) do episódio pela mídia catarinense.</p>
<p>Simplesmente apedrejar o Grupo que pertence ao pai de um dos acusados é uma atitude, acima de tudo, baixa. Associar o nome da empresa ao caso de estupro não condiz com a realidade, para ser gentil. Além do pivete não trabalhar na empresa, não representar a vontade/opinião da empresa, não se pode considerar que todo o Grupo seja a favor de tal atitude.</p>
<p>Óbvio que o fato não foi prontamente noticiado. Não foi por &#8220;n&#8221; motivos. Não interessava à diretoria da emissora? A emissora não noticia casos de violência contra menores? Pouco importa. O fato é que, sobretudo a partir do momento em que uma emissora concorrente &#8220;comprou o caso&#8221; e exibiu-o no noticiário nacional, as vozes contrárias ao Grupo se tornaram verdadeiros simples apedrejadores.</p>
<p>O melhor exemplo é o blog Tijoladas do Mosquito, do blogueiro Amilton Alexandre (www.tijoladasdomosquito.com.br ) é um bom exemplo disso. Eu o considerava uma boa fonte alternativa de notícias, até ele se perder nesta briga. Cego por atingir a imagem do Grupo, acabou por tornar-se cansativo e enfadonho. Conseguiu a proeza de tentar botar num mesmo saco o menor, o Grupo, os profissionais das empresas do grupo, e os anunciantes destas empresas. Passou dos limites.</p>
<p>Sou um lutador pela democratização da mídia. Mas, democratizar a mídia não quer dizer que o Grupo RBS fará reuniões públicas de pauta, que decidirão o que será publicado pelos seus veículos, e sob qual enfoque isso acontecerá. Como qualquer empresa privada, o Grupo tem autonomia para escolher os seus caminhos. Neste ponto, abraço-me a um argumento liberal: o mercado deve regular. Não há mercado? É outro papo.</p>
<p>O fato é que, hoje, mesmo diante de um oligopólio do grupo gaúcho na mídia catarinense, não há uma alternativa viável. E isso ocorre simplesmente por mesquinhez e falta de organização dos concorrentes. Criticar a forma como a RBS aborda (ou não) determinado assunto é fácil, é cômodo. Organizar-se é difícil. Abrir mão de picuinhas na briga pelo segundo (terceiro, às vezes quarto) lugar na disputa, é mais difícil ainda.</p>
<p>A democratização da comunicação passa, obrigatoriamente, pela questão das concessões públicas de rádio e televisão. O próprio grupo RBS (e seus concorrentes também) utilizam-se desta zona de conforto, conquistada através de tramóias políticas e/ou financeiras, para garantir o seu espaço. No dia em que qualquer cidadão puder estabelecer sua emissora para todo o público, haverá liberdade de opinião. Antes disso, não.</p>
<p>Com liberdade para a competição entre versões, a população acabará decidindo o que quer seguir, em qual versão quer acreditar. O sistema de concessões só faz com que a multiplicidade de vozes seja calada em nome de interesses comuns e promíscuos. Apesar de soar utópico e idealista demais, o exemplo da cobertura deste caso prova o meu argumento. Alguém acreditou na versão noticiada pelos veículos da RBS sobre o caso dos adolescentes? Alguém acreditará em algum ponto a ser divulgado sobre o mesmo caso? Não! Porque ficou óbvio que eles têm interesse no assunto.</p>
<p>Esse é o fenômeno da múltiplas vozes e versões. A essência do jornalismo, da mídia e da comunicação social, ao meu ver. É fácil? Não. Mas, será mais difícil se não pararmos para pensar. Aceitar o problema é o primeiro passo para corrigí-lo. Aceitemos o primeiro passo. Mudemos.</p>
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		<title>E a tal Paralisação?</title>
		<link>http://controversas.com/cotidiano/e-a-tal-paralisacao-que-baita-sacanagem/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 May 2010 00:05:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Roberto - paulo@controversas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[transporte coletivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Sem dúvidas, o que acontece em Blumenau é de revoltar qualquer cidadão de bem e que tenha o mínimo conhecimento dos seus direitos!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignright" style="width: 394px"><img src="http://img522.imageshack.us/img522/6603/lotado.jpg" alt="" width="384" height="288" /><p class="wp-caption-text">Multa? Só se for culpa do motorista ou do cobrador!</p></div>
<p>Nessa quinta-feira, 20, Blumenau amanheceu com a notícia da paralisação dos funcionários das empresas que participam do Consórcio Siga. Depois de algumas horas, de mais um dia de trânsito infernal, podemos começar a refletir melhor os motivos da paralisação, suas causas e efeitos.</p>
<p>Impossível começar a falar sobre o transporte coletivo de Blumenau sem lembrar que a suposta licitação do serviço só aconteceu, em agosto de 2007, graças à pressão de entidades da sociedade civil organizada que fizeram grande pressão para que houvesse pelo menos o tal teatrinho&#8230; Para não alongar muito nos meandros da <span style="text-decoration: line-through;">reunião fechada</span> grande Assembléia Popular num local com 50 cadeiras, que decidiu sobre a licitação, decidi pegar os pormenores da própria Lei Municipal número 7.127, de 02 de Agosto de 2007, na qual o prefeito João Paulo Kleinubing repassa ao Consórcio Siga os direitos (e deveres, de vez em quando) sobre a exploração do transporte coletivo em Blumenau.</p>
<p>Pra começo de conversa, vou citar um trecho que considero MUITO importante do referido contrato:</p>
<div id="CAPITULO_div">
<address><span style="color: #cc99ff;"><em><strong> </strong></em></p>
<p id="capitulo_5">
<p><em><strong>CAPÍTULO I</strong></em></p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p></span></address>
<address id="cap5"><span style="color: #cc99ff;"><em>DO DIREITO DE USO</em></span></address>
</div>
<address id="art2"><span style="color: #cc99ff;"><em><strong>Art. 2º</strong> O transporte coletivo de passageiros é serviço público essencial, devendo ser prestado ao usuário com <span style="text-decoration: underline;"><strong>eficiência, regularidade, modicidade das tarifas, conforto, atualidade, generalidade e segurança compatíveis com sua dignidade de pessoa humana</strong></span>, sem solução de continuidade, permanentemente à sua disposição.</em></span></address>
<address><span style="color: #cc99ff;"><em><br />
</em></span></address>
<p>Não sei se alguém, do Siga, do Seterb, ou da Prefeitura, chegou a ler esse parágrafo da Lei Municipal. Mas, peralá! Modicidade das tarifas? Piada! Conforto? Humor de gosto MUITO duvidoso! Atualidade? Com ônibus de 1997? Segurança? Com câmeras nos terminais que nunca resolveram nada, a não ser os prejuízos do próprio Consórcio, mas que fazem parte dos custos na tabela de tarifas? <strong>Faça-me o favor!</strong></p>
<p>Já as multas são citadas em alguns trechos da referida lei. E tem um trecho que explica, timtim-por-timtim, como funciona tudo isso:</p>
<p><span style="color: #cc99ff;"><br />
</span></p>
<address id="art109" style="text-align: justify;"><span style="color: #cc99ff;"><em><strong>Art. 109 </strong>A penalidade de multa será aplicada por meio de Auto de Infração lavrado pelo SETERB, contendo:</em></span></address>
<address id="art109-incI" style="text-align: justify;"><span style="color: #cc99ff;"><span style="text-decoration: underline;"><em>I &#8211; identificação do operador;</em></span></span></address>
<address id="art109-incII" style="text-align: justify;"><span style="color: #cc99ff;"><em>II &#8211; código da infração cometida;</em></span></address>
<address id="art109-incIII" style="text-align: justify;"><span style="color: #cc99ff;"><em>III &#8211; descrição sucinta da infração cometida, com a indicação de local, dia, hora e demais dados importantes para sua caracterização;</em></span></address>
<address id="art109-incIV" style="text-align: justify;"><span style="color: #cc99ff;"><em>IV &#8211; valor referente à multa a ser imposta;</em></span></address>
<address id="art109-incV" style="text-align: justify;"><span style="color: #cc99ff;"><em>V &#8211; prazo para pagamento.</em></span></address>
<address style="text-align: justify;"><span style="color: #cc99ff;"><em><br />
</em></span></address>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Até aí, tudo certo. Mas, pra fazer tudo certinho, a mesma lei explica TODOS os termos importantes para que não haja enganos. Por exemplo, o que seria &#8220;operador&#8221; no parágrafo I do artigo 109?</p>
<div id="CAPITULO_div">
<address><span style="color: #cc99ff;"><em><strong> </strong></em> </span></address>
<address><span style="color: #cc99ff;"></p>
<p id="capitulo_9"><em><strong>CAPÍTULO II</strong></em></p>
<p><em><strong> </strong></em></p>
<p></span></address>
<address id="cap9"><span style="color: #cc99ff;"><em>DA TERM<span style="color: #cc99ff;">INOLOGIA</span></em></span></address>
</div>
<address id="art3"><span style="color: #cc99ff;"><em><strong>Art. 3º</strong> Ficam definidos os seguintes termos para utilização neste Regulamento e nos demais atos complementares, bem como na relação cotidiana entre as partes:</em></span></address>
<address><span style="color: #cc99ff;"><em>(&#8230;)<br />
</em></span></address>
<address><span style="color: #cc99ff;"><em><span style="color: #cc99ff;">XXXV &#8211; <span style="text-decoration: underline;">OPE</span></span><span style="text-decoration: underline;">RADOR ou OPERADORA: empresa, consórcio ou pessoa física à qual foi delegada a exploração do serviço</span>, na forma jurídica definida em lei;</em></span></address>
<address><span style="color: #cc99ff;"><em><br />
</em></span></address>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Então&#8230; será que eu entendi errado? <strong>Segundo a Lei Municipal</strong>, a mesma que garante o direito do Consórcio Siga explorar o serviço, <strong>quem é punido em caso de descumprimento dos termos do contrato é A EMPRESA CONCESSIONÁRIA</strong>, e não o funcionário/trabalhador em questão. Se é que algum normativo interno das empresas atribui ao funcionário a responsabilidade sobre estes valores, esta deve ser considerada ILEGAL. O regulamento interno das empresas, em momento algum, pode sobrepor-se a uma lei municipal. Da mesma forma que uma lei municipal não pode contrariar uma lei federal. Puro e simples.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o repasse das multas é ILEGAL, por qual motivo o Seterb defenderia o Consórcio Siga? Aliás, alguém um dia viu o Seterb não ser a favor do Consórcio Siga em algum litígio??? E, segundo a própria autarquia, é o Seterb o responsável por &#8220;negociar&#8221; em nome DO CIDADÃO o preço da tarifa do transporte coletivo! Com que autonomia? Com que moral, já que foi a própria Prefeitura quem recorreu da sentença que revogava o aumento da tarifa do transporte coletivo, em fevereiro deste ano?</p>
<p style="text-align: justify;">No meu entendimento, não é possível defender os dois lados em uma negociação. E o Seterb NUNCA esteve do lado contrário do Consórcio Siga. Tanto que nunca houve negociação do valor da licitação, nem de NENHUM OUTRO! Os termos, valores e condições sempre foram apresentados à sociedade blumenauense somente após decretados e efetivados, e sempre já com prazo (curto) para início. E sempre foi o cidadão quem pagou por esta promíscua relação!</p>
<p>Agora vemos diversos setores criticando os trabalhadores pela paralisação. O Ministério Público decreta prazo para que não aconteçam greves ou paralisações. Com que direito? Onde estava o Ministério Público durante a licitação do transporte coletivo? Onde estava durante os aumentos abusivos da tarifa, até agora barrada pela Justiça? Onde estava a cada dia em que um ônibus circulou lotado, com excesso de passageiros, e nunca se viu NENHUMA multa ao Consórcio Siga por isso?</p>
<p>Não é &#8220;estranho&#8221; que somente as penalizações repassadas aos motoristas e cobradores sejam efetivadas pelo Seterb? <strong> </strong></p>
<h2 style="text-align: center;"><strong>Isso, sim, é uma baita sacanagem! </strong></h2>
<h2 style="text-align: center;"><strong>Com o trabalhador e, principalmente, com o usuário<strong> do tranporte coletivo</strong>!<br />
</strong></h2>
<p>Pra ajudar a matar as dúvidas, tá AQUI a Lei Municipal 7127, na íntegra:</p>
<p style="text-align: center;">http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/296908/decreto-8460-07-blumenau-sc</p>
<p>Pelo menos antes que a nossa Câmara de Vereadores legalize o que está ilegal neste caso também, é claro&#8230;</p>
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		<title>Na dúvida, duvide!</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 11:40:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Roberto - paulo@controversas.com</dc:creator>
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		<description><![CDATA["Onde houver a fé, que eu leve a dúvida!" Falcão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignright" style="width: 348px"><img title="Dúvida" src="http://img683.imageshack.us/img683/9550/duvida2e.jpg" alt="" width="338" height="419" /><p class="wp-caption-text">Juro: fiquei na dúvida sobre a imagem pra ilustrar o texto!</p></div>
<p>Posts iniciais geralmente são chatos. Introdutórios, contextualizadores. Prometem mundos e fundos, parecem campanha eleitoral. Eu sou mais um que não gosta deles. Sobretudo porque depois de um bom post inicial, a responsabilidade aumenta, e a chance de acabar desgostando dos textos seguintes é enorme. De qualquer jeito, arriscarei.</p>
<p>Desde que me entendo por gente, minha mãe reclama que eu não a obedecia. Não por ser uma criança mimada, prepotente, ou mesmo que fizesse pura birra. Mas, eu não entendia como explicações as frases &#8220;porque sim&#8221;, &#8220;porque eu mandei&#8221; e outras tantas que todos nós (nascidos até meados da década de 1980) cansamos de ouvir quando pequenos. Eu sempre entendi isso como uma fuga do real motivo. Sempre duvidei. Sempre quis ouvir a versão final, aquela que explicasse.</p>
<p>Quis o mundo &#8211; na verdade, fui eu &#8211; que eu eu crescesse questionando o que havia ao meu redor. Descobri sozinho que o Papai Noel era uma mentira. Não chorei, fiquei PUTO com os meus pais por terem mentido pra mim. Tudo porque um dia, entre uma e outra brincadeira, sentei e pensei com meus botões que seria impossível ele visitar tanta gente numa noite só. Comentei inocentemente com a minha mãe, e ela confessou ser mentira. Levei alguns dias pra superar o trauma, provavelmente descobrindo outras mentiras (&#8220;inocentes&#8221;) que me cercavam.</p>
<p>Na faculdade de Jornalismo, alguns (bons) professores que ensinavam mais fora da sala de aula do que dentro me mostraram que não existem coincidências na nossa profissão. Um texto nunca tem X caracteres só porque acabou saindo desse jeito. Uma matéria nunca &#8220;esquece&#8221; de alguém, e sim OMITE. Um veículo de imprensa não &#8220;se confunde&#8221;, e sim confunde o seu público.</p>
<p>O que vemos hoje em nossa sociedade é uma alarmante crise de identidade. Vemos os veículos de comunicação pautando nossos cidadãos, e não o contrário. Discutir o BBB é mais importante do que gostar ou não dele (ops, adiantei o tema da minha próxima coluna!). Somos apedrejados se não soubermos quem é bandido e quem é mocinho. Ao menos 5x por semana, ouço alguém me falar que &#8220;Maria e João&#8221; fizeram tal coisa e, ao dizer que não os conheço, descubro-os personagens de novela!</p>
<p>Ao mesmo tempo, a perigosa sucessão de inversões entre ficção e realidade nos deixa perturbados. Mais gente chora as mortes nas novelas do que as chacinas em nossas cidades. Mais gente fica emocionada com a final do Ídolos do que com a carnificina que vemos no trânsito de todo o país, matando e mutilando milhares de inocentes (outros nem tanto) diariamente.</p>
<p>Este será um espaço diferente. Não concorrerá com outras colunas, nem outros colunistas. Porque não quero ser como, nem melhor que eles. Quero ser diferente. Sigo a proposta do Controversas, que nunca se pautou por se opor a outro meio de comunicação, e sim por ser um complemento de TODOS ELES.</p>
<p>Desde outubro de 2007, o Controversas traduzia as mesmas manchetes em outras palavras. Quando fui convidado pelo Giovanni Ramos para fazer parte da equipe, no ano passado, aceitei de pronto o desafio. Porque sabia que o papel deste veículo seria complementar, sugerir, palpitar, perguntar, inquietar. Cutucar, até ter uma versão melhor, uma versão que explique, que faça-se entender. Pra repetir os discursos das Assessorias, já temos os órgãos oficiais.</p>
<p>É importante cada um de nós, consumidores dos produtos de mídia, cumprir a nossa obrigação: QUESTIONAR. Não são as certezas que movem o mundo, e sim as dúvidas. Encerro utilizando-me do argumento de Bill Maher, no documentário <em>Religulous</em>: o mundo está cheio de locais/websites que oferecem as certezas, as verdades. Mas, se o que você quer é rever os seus conceitos e criar novas dúvidas, está no lugar certo: este é o novo <strong>Portal Controversas!</strong></p>
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